Desânimo toma conta dos Bulls

LONGE vão os tempos de glória em Chicago, das magistrais jogadas de Michael Jordan, da polivalência de Scottie Pippen, dos ressaltos de Dennis Rodman, das ”bombas” de três pontos de Toni Kukoc e Steve Kerr e, claro está, dos títulos de campeão.

Agora, pese os esforços do técnico Tim Floyd, as derrotas sucedem-se a um ritmo alucinante. Ao todo, são 41 desaires (15 consecutivos) em 47 embates! Nunca os Bulls desceram tão baixo.

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”Não sei o que fazer. Já tentámos tudo, mas não há maneira de conseguirmos interromper esta negra série de resultados”, lamenta-se o treinador que, na ronda de segunda-feira, em Los Angeles, ante os também modestos Clippers, perdeu o controlo e acabou expulso logo no segundo período, numa altura em que a equipa ainda parecia capaz de discutir o resultados.

Depois foi a derrocada e, no final, mais uma derrota (82-102). Acrescente-se que esta foi a segunda vitória de sempre dos Clippers em 21 confrontos com os homens do Illinois.

”Nem sei por que fui expulso. Parece que todos perderem o respeito por nós. Mesmo quando jogamos bem, algo acontece e somamos nova derrota. Os rapazes lutam até à exaustão, mas a desmoralização é evidente e já não a conseguimos esconder”, reforça o treinador.

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Com uma equipa recheada de jovens (sete dos 15 jogadores são ”rookies”), Chicago não possui, efectivamente, qualidade suficiente para ombrear com a maioria dos adversários. No entanto, a falta de sorte também não ajuda.

”Temos consciência, desde o começo da temporada, que não reunimos potencial para pensar em chegar ao ’playoff’, mas isto é de mais. Perdemos 15 jogos seguidos, mas podíamos ter ganho 10 desses confrontos. É frustrante entrar nos últimos minutos com hipóteses de vencer e acabar, invarivalemente, derrotados por dois ou três pontos. Foi assim com Charlotte, Detroit, Portland, Cleveland, Seattle, Vancouver e Miami”, recorda Elton Brand que, ainda por cima, tem jogado lesionado no cotovelo direito.

O último triunfo de Chicago aconteceu a 4 de Janeiro. Curiosamente, do outro lado estavam os Wizards de Washington, clube onde agora trabalha Michael Jordan. ”Nesse dia, felizmente, sucedeu o inverso. Com pouco mais de um segundo para jogar, marquei um cesto quase por acaso...”, diz Brand, o único atleta – a par do base lançador Ron Mercer – com valor para alinhar em formações com outros objectivos.

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