Wille Cauley-Stein foi um dos jogadores mais bem colocados no draft da NBA em 2015, ocupando a sexta posição à frente de nomes como Myles Turner, Devin Booker ou Terry Rozier, mas o sonho de disputar a maior competição do mundo, viraria um pesadelo para o poste depois de ficar viciado em comprimidos de fentanil.
"Eu podia facilmente estar morto. Sei bem a sorte que tive. Pedi ajuda antes que fosse tarde de mais e melhorei, mas o basquetebol tem sido mais difícil de recuperar", começou por explicar, em entrevista ao ‘The New York Times’.
Os problemas começaram em 2019 após um tiroteio na casa do norte-americano que culminou na morte de um amigo. "Acabei por entrar numa espiral negativa. Tentar lidar com isso [a morte], jogar ao mesmo tempo e com a gravidez da minha mulher, foram muitas coisas ao mesmo tempo. Por isso tomava comprimidos para fugir da realidade."
A morte da avó em 2021 agravou ainda mais a situação, obrigando-o a entrar numa clínica de reabilitação. "Eu tomava tantos comprimidos que dormia o tempo todo, ou quando estava acordado, não estava realmente lá."
Um mês depois, o Dallas Mavericks – clube pelo qual estava ligado contratualmente -, descobriu o sucedido e acabou por o despedir. "A equipa percebeu-se que eu não tinha energia, nem amor, nem personalidade. As drogas tiraram-me tudo."
Fora dos grandes holofotes da NBA, Wille continua a tentar recuperar totalmente o gosto pelo basquetebol e neste verão foi convidado a disputar um torneio de ex-jogadores da NCAA - campeonato universitário norte-americano - cujo prémio é de um milhão de dólares.
Na temporada passada, o poste representou o Pallacanestro Varese, da primeira liga italiana, tendo terminado a época com bons números, no que às médias diz respeito – 9,7 pontos e 8 ressaltos.