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”A MAIORIA DOS ciclistas da nossa equipa tem contrato por três anos, para que, ao fim desse tempo, estejamos ao nível das melhores equipas portuguesas. O primeiro ano será de aprendizagem e os dois seguintes vocacionados para a alta competição”, disse ontem o director desportivo do Barbot/Torrié Cafés/Gondomar, Carlos Pereira, em conferência de Imprensa promovida em Rio Tinto, no Porto, para definir o projecto e plantel da nova equipa profissional, herdeira da amadora Barbot/Gondomar.
Não se tratou ainda da apresentação oficial da equipa, até porque, dos reforços adquiridos, só estava presen- te o ex-benfiquista Paulo Ferreira, embora estejam asseguradas as contratações de Manuel Liberato (ex-Porta da Ravessa/Milaneza) e José Oliveira (ex-Matesica/Abóboda) e se encontrem bastante adiantadas as negociações com o contra-relogista Joaquim Andrade, até aqui no Maia-Cin. Só no caso, pouco provável, de falhar esta contratação (a ultimar muito em breve) é que a formação gondomarense avançaria para alternativas para os ”cronos”: um ciclista de leste, ou um espanhol seriam segundas escolhas para o ”lugar” de Joaquim Andrade.
Em relação ao alinhamento da época transacta, transitam para 2000 os seguintes corredores: Rafel Ruiz, Cláudio Faria, Pedro Costa, Nuno Ribeiro, Manuel Sastre e David Moras.
Mesmo sem todos os ”craques” para mostrar, o presidente do Barbot/Torrié Cafés/Gondomar, José Martins, considerou a data de quarta-feira ”um dia histórico” para Gondomar: ”O Paulo Ferreira é o expoente máximo do ciclismo do concelho, já que é natural de Gondomar”.
Paulo Ferreira, por seu turno, disse ter alcançado os objectivos no Benfica, numa ”grande época, individual e colectivamente, que quero acabar em beleza”, e salientou: ”A minha vinda para o Barbot deve-se muito à compreensão do Benfica, e em particular do vice-presidente José Manuel Antunes. A vinda de mais dois elementos fechará um plantel bastante forte, que pretendo dignificar. Regresso à minha terra, onde sempre fui acarinhado”.
RENATO MELO