NÃO é caso para se tornar herói nacional, mas constitui, sem dúvida, motivo de orgulho. O espanhol Jose Luis Rubiera (Kelme) venceu, ontem, a 13ª tirada da mítica Volta a Itália, logrando o primeiro triunfo de ”nuestros hermanos” nesta edição do Giro.
Num percurso particularmente duro (com três contagens de montanha, todas a mais de dois mil metros), ”Chechu” ”fintou” o pelotão e empreendeu uma bem sucedida fuga, juntamente com o italiano da Lampre, Gilberto Simoni. O vencedor da tirada só seria, todavia, ”escolhido” por intermédio de um ”sprint” final, que acabou por consagrar o ciclista da Kelme.
A camisola rosa continua, no entanto, nas ”mãos” de Francesco Casagrande. O corredor da Vini Cardirola terminou a etapa na quarta posição e acabou por dilatar a vantagem que dispunha sobre os seus mais directos adversários, como são os casos do russo Pavel Tonkov (Mapei) e do italiano Wladimir Belli (Fassa Bortolo). Surpreendente foi o abandono do transalpino Mario Cipollini. O ciclista da Saeco, que chegou a vestir a camisola rosa na edição deste ano, nem chegou a alinhar na partida para a 13ª tirada, pois, ao que admitiu, ressentiu-se de problemas respiratórios. ”Devido à minha alergia, não consigo respirar. Nestas condições, as etapas de montanha tornar-se-iam um calvário”, esclareceu.
Os únicos ciclistas portugueses presentes no Giro, em representação da Banesto, andaram, por seu turno, algo discretos na etapa de sábado. Orlando Rodrigues foi 66º, mas acabou por ascender quatro lugares na geral (é 67º), enquanto Cândido Barbosa, que terminou num modesto 93º posto, também logrou subir alguns ”degraus”, e é agora 104º.
Quem também primou pela discrição foi o italiano Marco Pantani. O ”Pirata” terminou na 64ª posição e ocupa o 41º posto da geral, a 27,44 minutos de Casagrande.
ZABEL GANHA NA VOLTA À ALEMANHA
Entretanto, o germânico Erik Zabel (Telekom) ganhou, também ontem, ao ”sprint”, a segunda etapa da Volta à Alemanha.
O actual líder da Taça do Mundo impôs-se, a cerca de 200 metros da meta, aos seus compatriotas Andreas Klier e Andreas Kappes, segundo e terceiro classificados, respectivamente.
O alemão Jens Heppner, vencedor da primeira tirada e campeão em título, continua no comando da geral.
ARMANDO SOUSA VENCE ETAPA
Entretanto, na 1ª edição da Taça da Europa das Nações, em esperanças, os ciclistas portugueses parecem estar a subir de rendimento à medida que se aproxima o final da prova. Na penúltima etapa, disputada sábado, com partida e chegada a Mafra (90 quilómetros), Armando Sousa (Janotas e Simões) foi o primeiro a cortar a meta, impondo-se, ao ”sprint”, ao espanhol Tino Zabala (Saunier), o novo líder da prova, sucedendo ao seu compatriota e colega de equipa Koldo Fernandez.
Em destaque esteve também Sérgio Paulinho, vencedor da tirada de anteontem. O corredor do Vitória de Setúbal passou em segundo lugar (atrás do espanhol Oscar Diaz, da Galicia) no derradeiro prémio de montanha – situado a três quilómetros da meta –, acabando por ”roubar” a camisola azul ao seu colega de equipa, Bruno Pires.
Hoje, disputa-se a última etapa, na distância de 139,6 quilómetros, que deverá ligar Mem Martins ao Cacém.