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O francês Julian Alaphilippe, da Deceuninck–Quick-Step, é o primeiro camisola amarela da Volta à França de 2021, ao vencer de forma destacada a etapa de abertura da edição deste ano. Com a camisola de campeão do Mundo, o ciclista da equipa de João Almeida lançou-se ao ataque na fase final da etapa, a pouco mais de dois quilómetros da meta, e não mais deixou a ponta. Loulou vence no Tour pelo quarto ano seguido e, dpeois de 2019 e 2020, volta a vestir a amarela.
Oito segundos depois de Alaphilippe chegou Michael Matthews (BikeExchange) que somou pontos importantes na luta pela camisola verde, mas depois começou logo a jogar-se a geral, com Primoz Roglic (Jumbo-Visma) a fazer terceiro e a somar 4 segundos de bonificação. O esloveno travou a primeira batalha com o compatriota e campeão em título Tadej Pogacar (UAE), mas viu-se uma 'guerra fria', porque Roglic atacou, Pogacar respondeu e, quando se juntaram, pararam.
De entre os favoritos à vitória final, Miguel Ángel López (Movistar) acabou por ser o mais afetado pelos incidentes desta jornada inaugural, tendo perdido 1:49 minutos para o vencedor da etapa, com o companheiro Alejando Valverde a chegar ainda mais atrasado: 93.º a 5:33. Já Richie Porte, um dos três líderes da Ineos, perdeu 2 minutos e 16 segundos.
Por outro lado, Ruben Guerreiro (EF) foi o melhor português no dia de hoje, tendo fechado no 56.º posto, a 2:10 minutos, enquanto Rui Costa terminou na 96.ª posição, no mesmo grupo de Valverde, a 5:33.
Nervosismo e negligência deixam marcas
Costuma dizer-se que o maior perigo nas primeiras etapas da Volta a França é o nervosismo que acabam por levar a quedas. Foi exatamente isso (e não só...) que se viu nesta tirada inaugural, com dois acidentes que afetaram grande parte do pelotão.
A primeira aconteceu a cerca de 44 quilómetros da meta, quando Tony Martin (Jumbo-Visma) embateu com violência numa espectadora que estava de costas para o pelotão a mostrar um cartaz para as câmaras. A tentativa de deixar uma mensagem aos avós resultou muito mal e poderia ter sido ainda pior. Desta queda resultou o abandono de Jasha Sütterlin (DSM), mas ficaram muitas marcas. O pelotão abrandou para os corredores atrasados reentrarem, o que já não aconteceu na segunda queda.
Aí, a cerca de 7 quilómetros do final, um corredor da B&B Hotels caiu e levou consigo mais de metade do pelotão, fazendo com que muita gente perdesse tempo importante. Chris Froome (Israel) foi um dos mais afetados por este infortúnio, tendo demorado muito tempo a voltar a subir na bicicleta. Terminou a etapa, mas não é certo que estará na partida de amanhã.
Por Record