_
O HC Turquel denuncia "agressões injustificáveis" por parte de jogadores do CD Póvoa depois do embate de sábado entre estas duas equipas, a contar para a 23.ª jornada do Campeonato Placard.
"A o intervalo, no túnel de acesso aos balneários, num momento e local deliberadamente escolhidos para evitar o olhar de árbitros e público, os nossos atletas foram alvo de agressões injustificáveis", pode ler-se no comunicado, referindo que os atletas Ezequiel Funes e Francisco Briggs "sofreram ferimentos com necessidade de assistência médica imediata".
O emblema turquelense refere ainda que "os juízes da partida registaram em relatório o cenário de sangue encontrado no túnel e o estado em que os dois atletas se encontravam, após os agressores se terem recolhido de imediato no seu balneário para evitar a identificação flagrante", frisando que vai "avançar formalmente com as competentes queixas-crime contra nas instâncias judiciais".
De recordar que o CD Póvoa, último classificado e já despromovido, bateu o HC Turquel por 10-6.
Leia o comunicado na íntegra:
"A Direção do Hóquei Clube de Turquel, perante os graves acontecimentos registados na deslocação ao reduto do CD Póvoa, em jogo relativo à 23.ª Jornada do Campeonato Placard, vem manifestar o seu mais profundo repúdio e comunicar o seguinte.
1. No intervalo da partida, no túnel de acesso aos balneários, num momento e local deliberadamente escolhidos para evitar o olhar de árbitros e público, os nossos atletas foram alvo de agressões injustificáveis por parte de jogadores do CD Póvoa.
2. As agressões visaram diretamente os atletas Ezequiel Funes e Francisco Briggs, que sofreram ferimentos com necessidade de assistência médica imediata.
3. Embora os factos tenham ocorrido fora do raio de visão direta da equipa de arbitragem, os juízes da partida registaram em relatório o cenário de sangue encontrado no túnel e o estado em que os dois atletas se encontravam, após os agressores se terem recolhido de imediato no seu balneário para evitar a identificação flagrante.
4. Enaltecemos a extrema valentia de toda a nossa equipa e staff que, mesmo perante a gravidade da situação e o impacto emocional do ocorrido, decidiram regressar ao rinque para disputar a segunda parte, honrando o compromisso desportivo e evitando as pesadas consequências disciplinares que o abandono da partida acarretaria.
5. Sublinhamos que nada justificava tal comportamento: o jogo decorria de forma tranquila, bem disputada e com um resultado favorável à equipa da casa. Trata-se de um ato de violência gratuita e vil que mancha gravemente a modalidade.
6. Desde a nossa fundação, em 1964, o HC Turquel pautou-se sempre pelo respeito e pela sã convivência, nunca tendo, em mais de 60 anos de história, passado por algo semelhante. Ontem, foram excedidos todos os limites. O que aconteceu no túnel do CD Póvoa não é hóquei, é crime.
7. Embora saibamos distinguir a instituição CD Póvoa dos indivíduos que praticaram estes atos, é imperativo que o desporto se liberte de quem não tem condições para o praticar. Atitudes desta natureza não podem ter lugar em pavilhão algum.
8. O Hóquei Clube de Turquel informa que não deixará estes atos impunes. Iremos recorrer a todas as instâncias que tutelam o desporto e o combate à violência, avançando formalmente com as competentes queixas-crime contra os agressores nas instâncias judiciais.
9. Exigimos que as entidades competentes atuem com o rigor que a situação exige, em defesa da integridade física dos atletas e do bom nome do Hóquei em Patins em Portugal.
Por Pedro Filipe Pinto