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O jogo foi especial para Hélder Nunes. Natural de Barcelos, quis o destino que o duelo dos quartos-de-final juntasse o Barcelona, a sua equipa, ao OC Barcelos, o emblema onde começou a dar os primeiros passos no hóquei em patins.
Hélder Nunes fechou o resultado no prolongamento (5-3) a poucos segundos do fim, numa altura em que os minhotos jogavam já sem guarda-redes, em busca do empate que levasse o jogo para a desempate por penáltis. Marcou, mas foi contido nos festejos. Afinal de contas, até a sua família estava de coração dividido ao assistir ao jogo nas bancadas.
Hélder Nunes, que na próxima época regressa a Portugal para voltar a vestir as cores do FC Porto, procura no Minho a primeira Liga dos Campeões da carreira. A cumprir a quarta época nos catalães, esta é a derradeira oportunidade de ganhar o desejado título pelo Barça, maior vencedor da prova com 22 troféus conquistados.
"Queremos recuperar títulos que não devíamos ter perdido. O troféu mais desejado é a OK Liga. Foi uma 'paulada' enorme ser eliminado nas meias-finais do playoff frente ao Reus. A Champions é um sonho deste grupo. Precisamos de títulos e no Barça pensamos nos títulos todos", garante.
Depois de deixar pelo caminho o OC Barcelos, Hélder Nunes vai enfrentar na meia-final o FC Porto, equipa que representou entre 2012 e 2019. É, por isso, mais um jogo de cariz simbólico para o jogador de 29 anos.
"Nos 'quartos' e nas 'meias' vou jogar contra as minhas duas famílias do hóquei. Tenho um carinho especial pelo HC Braga, mas OC Barcelos e FC Porto são os dois clubes que a mim me dizem mais. Um deles fez-me crescer muito, o outro por ser portista desde pequeno e por ter conseguido ser capitão de equipa. A braçadeira do FC Porto carrega um peso extra", garante.
E o futuro, Hélder Nunes?: "Daqui a uns meses já se vai saber..."