O português Filipe Cardoso alertou esta sexta-feira para diversos tipos de "dificuldades" da prova de ciclismo de estrada dos I Jogos Europeus, que se disputa no domingo em Baku, Azerbaijão.
"Vai ser um percurso duro, pela quilometragem e calor, e muito perigoso pelas partes técnicas que não passam mais de dois ciclistas a par em zonas de 'pavet' dentro da cidade velha", resumiu o corredor, que vai ter a companhia de Edgar Pinto, Fábio Silvestre, José Gonçalves e Rafael Reis.
O ciclista, de 31 anos, mostrou-se surpreendido após ter feito esta sexta-feira o reconhecimento ao traçado.
"Sabia que o percurso era técnico, mas quando chegamos lá e damos uma volta é ainda mais técnico do que parece. Deste tipo de provas em circuito, é das mais técnicas que já fiz", frisou.
Filipe Cardoso explicou que "boa parte da prova, em circuito, é feita em zonas de três faixas de rodagem, estraga larga e piso bom", e que, após uma viragem à direita, os ciclistas entram na cidade muralhada, "onde só cabem dois ciclistas a par, com curvas e contracurvas, a descer e depois a subir".
"São 125 ciclistas e, antes de entrar nessa parte, toda a gente vai querer estar na frente, pois sabe que é perigoso. É óbvio que cento e tal a querer ir para a frente e só cabem meia dúzia...", advertiu o corredor da Efapel.
O português alertou para o perigo que é o "'pavet' bastante polido, que desliza bastante", destacou as zonas de subida e o efeito "estufa" nas artérias da cidade, onde o ar não corre.
"Isto com o desgaste, o stress e o para e arranca que este circuito obriga, vai ser bastante duro", referiu.
Ainda assim, as expectativas mantêm-se iguais às formuladas ainda em Portugal e a ideia é "meter alguém nos dez primeiros.
"Para nós, a meta real e muito bom seria estar nos dez primeiros. Tudo tem de correr bem, um bom dia e longe dos azares, que de certeza que vão acontecer. Muitas quedas e percalços. Se algum de nós conseguir passar tudo isso e estiver no grupo da frente na parte final, seria muito bom", concluiu.
Já Edgar Pinto revelou que ainda não estão definidas prioridades dentro da equipa, mas considerou que, se a prova terminar ao 'sprint', Portugal tem dois elementos para se destacar, casos de Filipe Cardoso e Fábio Silvestre.
"Como vai ser muito seletivo e bastante duro, qualquer um de nós pode ter a sorte de estar fisicamente bem e estar na frente para fazer uma boa classificação", completou, admitindo a imprevisibilidade do figurino da prova.
O ciclista que representa a Skydive Dubai entende que vai ser complicado às equipas favoritas controlar o pelotão, pois a prova é de um só dia e não vão faltar interessados em integrar fugas que pretendem tornar vitoriosas.