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O nadador João Vital tem os olhos fixados no horizonte de Tóquio2020, onde espera estrear-se em Jogos Olímpicos, no mesmo palco onde o seu avô Herlander Felga Ribeiro fez história.
"Vejo-o como um exemplo a seguir. Gostava muito de ir aos Jogos Olímpicos de 2020, porque são em Tóquio e o meu avô competiu lá nos Jogos de 1964", conta o jovem nadador, em Baku, onde disputa os I Jogos Europeus.
Apesar do objetivo estar ainda a cinco anos, o tema já domina o convívio: "Já faz parte da conversa. O meu avô não mora perto de mim, mora em Viseu, mas às vezes ao jantar ele pergunta 'Então, o que esperas fazer em 2018 e 2019' e eu respondo 'Mínimos para os Jogos Olímpicos'. É essa a conversa".
No Azerbaijão, o jovem atleta revela que não há apostas entre ambos quanto ao tema, mas que o seu avô confia no seu potencial.
"O meu avô pensa que eu sou capaz e é só demonstrar-lhe aquilo que consigo fazer. Eu também acredito que sou capaz, se continuar a treinar assim", assume.
João Vital já sabe as histórias do avô no Japão e de como, na altura, os Jogos Olímpicos "não eram tão sérios como agora", pelo que proliferavam os episódios extra desportivos.
"Contava que nessa altura fazia-se muita porcaria por lá, não era tão sério como agora e ele dava o máximo em todas as provas. É isso que eu tento fazer sempre", vincou.
Herlander Felga Ribeiro, que foi o primeiro a baixar do minuto nos 10 metros livres, tem agora 72 anos e continua a competir, indo disputar este ano os Mundiais de veteranos, em Kazan, na Rússia.
Em família de nadadores - avô, pais e irmã, mais nova - João Vital conta que gosta de nadar contra o mais velhos e que, por vezes, facilita na competição.
"Às vezes deixo-o ganhar, senão não como à mesa", concluiu, com sorriso de 'teenager'.
Em Baku, João Vital compete nos 100 e 200 metros costas, bem como nos 200 e 400 estilos.