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Rui Bragança, que esta terça-feira garantiu a medalha de ouro para Portugal em taekwondo, na categoria de -58kg, admitiu que este foi um dia complicado, mas que terminou da melhor maneira.
"Foi um dia muito longo, normalmente as provas costumam demorar muito tempo mas entre o primeiro e o último combate não costumam ser tantas horas. Começámos mais tarde, nunca esperámos quatro horas para fazer o segundo combate ou o terceiro, e estava um bocadinho receoso como seria isso, mas felizmente funcionou bem e felizmente tenho a medalha de ouro", referiu o medalhado.
Sobre o combate com Jesus Cabrera, Bragança explicou a pequena confusão no final da partida: "Foi mesmo até ao últimos segundos. No fim ele ainda pediu o cartão para ver o replay, felizmente foi negado mas ele estava a tentar que sofresse mais meia falta. Se eu a sofresse, ficava 6-6 e íamos ter a morte súbita, por isso só soube mesmo que ganhei quando vi o árbitro meter o cartão ao bolso. Só aí pude respirar de alívio".
Questionado sobre se esta foi a vitória mais importante da carreira, o português preferiu recordar o que já conseguiu anteriormente: "Não sei, é muito boa, mas por exemplo o campeonato da Europa teve outro sabor, o 2.º lugar no campeonato do Mundo foi a minha primeira medalha (2011) a sério, digamos assim. Todas elas têm um significado especial. Só no fim da carreira poderei dizer".