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Telma Monteiro: «Temos de ter expectativas moderadas»

Telma Monteiro: «Temos de ter expectativas moderadas»
• Foto: fernando ferreira

A judoca Telma Monteiro (-57 kg) avisou esta terça-feira para a "moderação de expectativas" quanto ao desempenho nos I Jogos Europeus, em Baku, lembrando que vem de lesão e que o Velho Continente tem as grandes lutadoras na categoria.

"É importante lembrar que temos de ter expectativas moderadas, pois na Europa estão as melhores do mundo. Em 2014, nas quatro possíveis medalhas, três eram da Europa. As melhores do ranking mundial são da Europa. E sendo esta prova um Campeonato da Europa, é possível [cada país] trazer duas atletas por peso", justificou.

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Dez medalhas nos últimos 10 Europeus é pecúlio ímpar, que eleva as responsabilidades e aumenta as expectativas dos portugueses quanto aos seus resultados internacionais, mas nem por isso sente maior pressão.

"Não fico surpreendida por esperarem medalhas de mim. Não levo a mal nem vejo isso como pressão extra. Levo isso como um fator positivo. As pessoas acreditam em mim, querem que eu seja bem-sucedida e ficam felizes por mim. Mas é um campeonato da Europa e todos os devem ser preparados como uma nova competição. Porque se dermos tudo como garantido, o garantido é nada. E eu não quero que isso aconteça", vincou.

A quatro vezes vice-campeã mundial (Chelyabinsk'2014, Tóquio'2010, Roterdão'2009 e Rio'2007) reforçou a sua atitude: "Venho sobretudo focada no que tenho de fazer para bons combates. Acho que o que o que me fez ganhar sempre medalha nos Europeus - e em outras competições - de forma consecutiva foi nunca dar nada por garantido".

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Telma Monteiro lembrou que esteve lesionada quatro meses, tendo sido operada ao braço direito em março, pelo que assume que não está na forma que desejava e até se manifestou surpreendida por ter regressado ao número um do ranking mundial, face à paragem longa.

"É óbvio que ser a número um é motivo de orgulho, até tendo em conta as outras potências do judo europeu e mundial, mas eu não me avalio pelo lugar em que estou no ranking. Ser número um não me garante nenhuma medalha, muito menos a de ouro. Podia ser 20.ª e o meu objetivo continuava a ser o ser melhor do que as outras", vincou.

A judoca chegou ao Azerbaijão mais tarde do que o resto da comitiva, revelando-se "entusiasmada" com o desempenho da Missão nestes I Jogos Europeus, que pôde seguir pelos media.

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"Já temos oito medalhas. Acredito que superámos as expetativas em termos de comitiva e de toda a gente. Mas sei que os atletas têm valor para isso", considerou.

Aos vários jovens que já assumiram publicamente alguma "vergonha" em abordá-la na aldeia dos atletas, instiga-os a falar-lhe, lembrando que ela própria, nos Jogos de Atenas2004, passou pelo mesmo em relação a Fernanda Ribeiro, uma dos quatro campeões olímpicos da história de Portugal.

Portugal soma oito medalhas nos I Jogos Europeus, após as conquistas de ouro de Rui Bragança (-58 kg) no taekwondo e no ténis de mesa por equipas (Marcos Freitas, Tiago Apolónia e João Geraldo).

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A prata surgiu com João Silva no triatlo, João Costa no tiro e Fernando Pimenta em K1 1.000 e 5.000 metros na canoagem, enquanto Júlio Ferreira (-80 kg) no taekwondo e a dupla Beatriz Martins/Ana Rente nos trampolins sincronizados amealharam bronze.

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