Selecionador de boccia após o primeiro dia de competição: «Vai ao encontro das minhas expectativas»

• Foto: Lusa

No final do primeiro dia de competição nos Jogos Paralímpicos de Paris, o selecionador Luís Ferreira fez o balanço.

"Acho que o dia de hoje vai ao encontro das expectativas que eu tinha. Logicamente que o ideal seria chegar ao 100% e todos terem ganho, mas sabíamos à partida que haveria aqui algumas dificuldades. A maior surpresa aqui foi a Carla Oliveira, que perdeu um jogo. Eu acho que um bocado também provocado pelo frio que o pavilhão começou a apresentar e ela ficou ali um bocado tensa e depois não tomou a opção adequada relativamente à jogada porque aquela jogada não podia ser jogada àqueles metros e àquela distância. Até porque ela se jogasse aos seis metros, como fez no primeiro, pareceu que ela ia ganhar o jogo. Aliás, a adversária não tinha bolas suficientes para poder chegar àquela distância. Foi uma questão de opção de jogo e também porque ela sentiu algum frio no tempo do jogo", começou por dizer.

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"No BC 3, tanto o José Abílio como a Ana Sofia Costa, aqueles grupos não são fáceis e ali não pode haver espaço para deslizes. Quando se desliza acontece o que acontece. Aliás, os resultados à vez disparam pelo facto de não concretizarmos as jogadas a 100%. Quando nós deixamos algum espaço, às vezes, aberto, como aconteceu no jogo da Ana Sofia, o adversário acaba, entrelinhas, por passar por lá e a bola acaba por marcar pontos. Vamos agora ver amanhã como é que as coisas decorrem, sendo que, repito, os grupos não são fáceis no BC 3, mas creio que eles têm capacidade para efetivamente poder dar a volta à situação. Vamos aguardar...", sublinhou, antes de comentar os triunfos do André e do David.

"O André e o David não há margem para dúvida relativamente à prestação deles. O André é um atleta de alto gabarito, um atleta 100% atleta e que tem os seus objetivos perfeitamente definidos e sabe o que quer fazer e até onde quer chegar. Estamos em crer, queremos ou temos a possibilidade de poder chegar ao pódio. Mas logicamente, cada jogo é um jogo. E para o David, o David é um jovem ainda. O David apresenta muito potencial, mas não podemos querer exigir que efetivamente o David chegue ao pódio. Nós queremos que isso aconteça. Não o podemos pressionar para que isso venha ou que ele sinta, mas até poderá acontecer. Mas eu creio que ele vai fazer uma boa prestação. Qualquer resultado que possa ter, acho que é excelente para a idade que ele tem. O miúdo tem 17 anos, está no início de carreira", destacou.

Por Marco Martins
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