O pugilista David Pina, que conquistou a primeira medalha olímpica da história de Cabo Verde, em Paris'2024, foi recebido, esta segunda-feira, em Lisboa em festa, com direito a batuqueiras, que o deixaram com os olhos a brilhar.
O medalha de bronze na categoria de 51 kg cruzou a porta das chegadas do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando faltava um quarto de hora para a meia-noite, mas, mesmo assim, tinha à sua espera perto de 300 pessoas.
A euforia, os cânticos, os gritos, as cores e a boa disposição foram aumentando e ganharam corpo quando David Pina se dirigiu a todos eles.
Pegando na filha, com o mesmo penteado do pai, com dois totós na cabeça, dançou, saltou e sorriu. Nos olhos estava bem patente o orgulho pelo feito inédito para a história olímpica de Cabo Verde.
"Nem sei como explicar nem como agradecer ao povo cabo-verdiano em Portugal esta mega receção. Agradeço à embaixada de Cabo Verde por ter mobilizado as pessoas para estarem aqui. Estou muito contente", começou por dizer David Pina.
Com as batuqueiras a ritmarem a conversa, já perto de uma das portas de saída, e com a bandeira de Cabo Verde a ladeá-lo, David Pina espera agora que a conquista da medalha de bronze lhe dê um empurrão na carreira.
"Sei que a minha vida vai mudar. Só o facto de estar a ser recebido aqui desta forma é uma mudança enorme. Espero ter mais mudanças a nível económico e de estabilidade para poder treinar mais pelo meu país", afiançou.
Para já, a única certa do pugilista é que atingiu um "sonho de criança", motivo pelo qual aproveitou para deixar um recado para os jovens.
"Lutem. As coisas podem ser difíceis, mas acontecem. A persistência, a perseverança e a dedicação são a chave para o sucesso. Lutem. O meu país nunca teve uma medalha. É dar um presente inédito ao meu país. Estou muito orgulhoso e espero dar mais presentes como este", concluiu.
No passado dia 4, David Pina, que é treinado pelo português Bruno Carvalho, ficou com a medalha de bronze na categoria de -51 kg nos Jogos Olímpicos Paris'2024, apesar de ter sido derrotado nas meias-finais da competição pelo uzbeque Hasanboy Dusmatov.
O cabo-verdiano já tinha garantido a primeira medalha de sempre para o país na maior competição multidesportiva mundial, com o apuramento para as meias-finais, já que no boxe os dois derrotados nesta fase ficam com a mesma medalha.
O porta-estandarte de Cabo Verde na Cerimónia de Abertura de Paris'2024 recebeu a terceira medalha da África lusófona, depois dos dois metais da moçambicana Maria Mutola, campeã nos 800 metros em Sydney'2000 e bronze em Atlanta'1996.
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