O nadador português Diogo Ribeiro assumiu esta quinta-feira que o apoio da família e da namorada tem sido crucial nos últimos dias, em que tem andado preocupado e triste por não se sentir no seu melhor nos Jogos Olímpicos Paris'2024.
Depois de se ter qualificado para as meias-finais dos 50 metros livres, o campeão mundial dos 50 e 100 metros mariposa admitiu que "estava preocupado", pois não se está a sentir na "melhor forma de sempre".
"São coisas que acontecem, nem sempre conseguimos programar bem aquilo que é a nossa melhor forma, mas depois destes 50 livres vi que 20% disso é psicológico e que tenho mais para dar, especialmente nestas provas rápidas e amanhã [sexta-feira] os 100 mariposa, sendo a minha prova de eleição, tenho a certeza que não posso deixar de dar o meu melhor por coisas que se passam na minha cabeça. Acho que é normal, às vezes, os melhores também ficarem preocupados com as coisas", defendeu.
O nadador de Coimbra revelou que, na véspera, tinha chorado com a família, por não saber "o que é que se estava a passar", uma vez que nunca lhe tinha corrido mal uma prova e nos Jogos Olímpicos isso estava a acontecer, numa alusão às eliminatórias dos 100 metros livres, nas quais falhou o acesso às meias-finais.
"Estava triste, mas eles estão cá, estão-me sempre a acompanhar, apesar de eu sempre dizer que não quero que eles venham para não gastarem dinheiro e etc. Nestes momentos é que nós percebemos o quão importante é. E, para mim, foi muito importante. E quero que isto fique escrito é que eu amo muito a minha família e sou muito feliz por ter quem tenho ao meu lado. E a minha namorada especialmente também", afirmou.
Diogo Ribeiro lembrou "o miúdo que chegou ao Jamor há três anos, que ia todas as semanas para casa, que faltava a dois treinos por semana" para regressar a casa com saudades da família, na altura com 16 anos.
"Nos dois anos a seguir, esforcei-me muito para conseguir os resultados que eu consegui, para ser campeão do mundo júnior e absolutos, para ser o bronze nos Europeus de absolutos, para ter três medalhas de mundiais juniores, para bater o recorde do mundo júnior", recordou.
Por isso, Ribeiro diz que só pode "agradecer a toda a gente" que está ao seu lado e o ajuda.
"À minha namorada, por me aturar, mesmo quando eu sei que estou a ser demasiado grosseiro, entre aspas, porque é nesses momentos que eu sei quem é que está ao meu lado e, nestes momentos em que estou mais preocupado e que corre menos bem, é quando eu sei quem é que está ao meu lado porque gosta mesmo de mim", referiu.
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