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Rui Bragança "não contava" perder logo na estreia do torneio de taekwondo dos Jogos Olímpicos, contudo, independentemente de não ter ainda a certeza de que a sua participação em Tóquio2020 terminou, continuará a trabalhar para estar em Paris'2024.
Derrotado pelo espanhol Adrian Vicente Yunta, Rui Bragança ainda pode continuar em prova, necessitando para tal que o seu carrasco chegue à final. Se tal suceder, o atleta luso poderá ser repescado e até alcançar o bronze, caso vença mais dois combates.
"Se faltassem quatro anos, se calhar não, mas a faltar dois para acabar o apuramento para os Jogos Olímpicos é fazer mais um 'forcingzinho'. E se o meu corpo aguentar como tem aguentado...", assumiu o atleta de 29 anos, o segundo mais velho dos 16 da categoria de -58 kg em Tóquio2020.
O lutador português garante que "estava melhor preparado fisicamente para estes Jogos do que para o Rio2016" e diz contar "ficar ainda mais forte" para o futuro.
"Mantém-se o pensamento de um dia de cada vez, mas vou continuar a lutar para estar em Paris2024", disse, após ser batido hoje, na estreia, por 24-9 frente, pelo jovem espanhol Adrian Vicente Yunta.
O nono classificado no Rio2016, onde ganhou um combate, pode não ter terminado a sua aventura em Tóquio, mas está dependente da chegada do seu rival à final.
"Agora vou comer, descansar um bocado e esperar a ver o que acontece. Nem sei se fico cá [no pavilhão]. Não tinha planeado perder, não fiz planos...", assumiu.
Rui Bragança, nono da hierarquia na prova, e que cedeu frente ao oitavo, não tem vida fácil para continuar, uma vez que o espanhol vai defrontar nos quartos de final o sul-coreano Jang Jun, atual campeão do mundo e líder do 'ranking' da categoria
No combate, perdeu os três 'rounds', por 4-2, 12-6 e 8-1, reconhecendo que quando o fosso no marcador foi aumentando a sua ousadia começou a ser penalizada.
"Temos sempre a opção de 'KO', mas a este nível é como um pontapé de bicicleta na final da Liga dos Campeões. O Cristiano Ronaldo meteu um e quantos mais? Ter de dar a volta, com urgência, a usar técnicas cada vez mais arriscadas pode ser uma boa recompensa, mas o risco também é muito grande. Ele anulou bem e não foi surpreendido", lamentou, assumindo que o adversário "foi melhor".
Estar duas vezes em Jogos Olímpicos "é incrível", mas o luso admite que não participa no maior evento desportivo do planeta "só para isso", pois pretendia "chegar mais à frente".
Agora, vai falar com o seu treinador Pedro Campaniço para rever o seu desempenho, perceber o que falhou e assim poder aprender.
Por LusaFoi campeão dos 400 metros livres nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020
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