A Federação Internacional de Judo (FIJ) anunciou esta quarta-feira o cancelamento de todas as competições de judo em solo russo, devido à ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, mas permitirá aos atletas daquele país competirem sob bandeira neutra.
O cancelamento de todos os eventos expande a decisão já tomada quanto ao Grand Slam de Kazan, marcado originalmente para maio deste ano, mas a opção de não suspender a participação de atletas russos rompe com a linha proposta pelo Comité Olímpico Internacional (COI).
A decisão rompe com o que várias outras federações têm anunciado, ao acompanhar apenas o cancelamento de eventos em solo russo.
O presidente russo, Vladimir Putin, foi nomeado presidente honorário do organismo de cúpula do judo mundial, um estatuto revogado há dias devido ao conflito.
"A decisão global de sancionar todos os atletas russos, independentemente das opiniões que possam ter expressado, não é considerada justificada", pode ler-se no comunicado da FIJ.
Assim, os atletas poderão competir "sob a bandeira da federação internacional, bem como o seu logo e hino", em linha com "a Carta Olímpica" e atletas que sofreram com outros conflitos.
"Qualquer decisão radical de obstruir a participação de atletas em competições desportivas apenas serve para continuar a escalada de violência e alimentar o sentimento de injustiça para desportistas que não participaram em qualquer decisão relativa ao conflito. Não podemos condená-los pelo que se está a passar", justificam.
Ainda hoje o presidente do COI, Thomas Bach, reforçou a decisão de banir os russos do desporto mundial, por estar "do lado da paz", atribuindo a responsabilidade desta tomada de posição "ao Governo russo".
Para Bach, "uma competição justa não poderá ocorrer se os atletas russos participarem livremente [em provas], enquanto colegas ucranianos são atacados".
"Teríamos de lidar com uma situação em que, por um lado, haveria atletas e oficiais ucranianos em busca de um abrigo no metro de Kiev para escapar dos bombardeamentos e, por outro lado, atletas russos a participar nas competições em que [ucranianos] gostariam de participar, ou até mesmo ocupar esse lugar", argumentou.
Por fim, Thomas Bach deixou elogios aos atletas russos que se manifestaram a favor da paz, apesar dos riscos.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.
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