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Lewis Hamilton recordou, em entrevista à 'Vanity Fair', a sua infância difícil e os primeiros tempos na Fórmula 1, lembrando que os restantes pilotos consideravam que "não tinha personalidade" para estar ao mais alto nível.
"Quando comecei, sentia que não era bem-vindo e muito menos aceite. Só Deus sabe o que os outros pilotos diziam sobre mim. Diziam que não tinha personalidade para ser piloto de Fórmula 1, que não podia ter tatuagens ou piercings. Quando estava na escola era disléxico e lutava que nem um demónio. Era um dos poucos meninos negros na escola, estava entre as classes mais baixas e nunca me deram oportunidade de evoluir", começou por referir o britânico.
Hamilton afirma mesmo que usava as corridas como refúgio, frisando que ninguém o julgava "debaixo do capacete". "Quando subia ao carro e colocava o capacete não me viam de forma diferente. Ninguém via a cor da minha pele, só me viam como piloto. Passei por muita coisa quando era pequeno e em alguns momentos nem me apercebi disso. Chamavam-me nomes e diziam para voltar para o meu país. Nem sabia se era para mim que falavam, porque eu sou britânico e não entendia. Quando te atacam, queres devolver toda a dor que te causam", concluiu.
Por Record