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A Williams ainda não decidiu que dupla de pilotos utilizará em 2018, mas Felipe Massa tem o lugar em risco numa altura em que se fala insistentemente na possibilidade de Robert Kubica voltar à Fórmula 1 pela porta da escuderia de Grove.
O piloto brasileiro entendeu comentar a situação em que é parte interessada, com afirmações polémicas em relação ao polaco que a 6 de fevereiro de 2011 sofreu um grave acidente numa prova de ralis que o deixou com limitações no braço direito.
"Para começar não tenho qualquer ideia de como é que ele está a fazer para pilotar o carro. Honestamente não consigo fazer o que ele está a fazer, pilotando só com uma das mãos", frisou Massa em entrevista ao site 'Motorsport.com', comentando os testes realizados por Kubica e também as outras opções que a Williams está a avaliar para constituir a dupla de pilotos para a próxima temporada do Mundial de F1: Paul di Resta e Pascal Wehrlein.
"Não acredito que ele não vá sofrer em algumas corridas com o carro que temos atualmente, o qual é bem mais exigente em termos físicos. Respeito muito o que ele está a fazer, pois é absolutamente fantástico, mas é impossível acreditar que não vá passar por problemas", prosseguiu o brasileiro, para depois falar dos outros candidatos, destacando Di Resta pela negativa tendo em conta os resultados do escocês no DTM:
"Não me parece que ele seja o piloto certo para a equipa, de forma a desenvolver o carro, obter resultados e fazer tudo o resto que é necessário. Além disso não acho que ele esteja a fazer um grande trabalho onde compete agora. Em todo o caso, não estou aqui para me queixar ou falar do que quer que seja - é apenas a minha opinião."
"Confio que as pessoas sabem o que é melhor para a equipa. Isto que eu disse não é nada que as pessoas desconheçam. Como já disse, às vezes o talento não é o que conta na F1. É preciso teres outras coisas à tua volta e isso faz parte da F1 para algumas equipas, infelizmente", acrescentou o brasileiro, que está preparado para de retirar no final de 2017:
"Claro que sim, mas sou bom nisto. A minha frustração é zero. Como já disse, consegui muito mais do que esperava. Por isso, se é para acabar, esta é a altura certa; se não é para acabar, então é porque ainda resta alguma coisa. Estou relaxado, concentrado no meu trabalho e no meu carro. Para mim, o tempo de sentir frustrações na carreira já passou."