Lewis Hamilton rei e senhor no duelo de prata

A temporada da Fórmula 1 voltou a ser uma espécie de coutada da Mercedes, onde o duelo entre os pilotos dos ‘flechas de prata’ também não teve desfecho distinto do registado em 2014...

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A temporada da Fórmula 1 voltou a ser uma espécie de coutada da Mercedes, onde o duelo entre os pilotos dos ‘flechas de prata’ também não teve desfecho distinto do registado em 2014. Lewis Hamilton foi outra vez rei e senhor do campeonato e só precisou de 16 corridas para festejar o 3.º título (2.º consecutivo) de uma carreira iniciada em 2007 na McLaren/Mercedes.

As últimas imagens têm maior tendência a prevalecer na memória, mas a verdade é que os três triunfos consecutivos de Nico Rosberg fecharam uma época em que, mais uma vez, o alemão teve dificuldades para suplantar o companheiro de equipa. Houve algum equilíbrio até ao GP Áustria (8.ª corrida), altura em que a diferença entre ambos era de apenas 10 pontos, com vantagem para Hamilton, mas daí para a frente as dúvidas começaram a desaparecer. O britânico arrancou para uma série de 6 triunfos em 8 corridas e resolveu a questão, face a um Rosberg que só pareceu acreditar (e ter carro...) depois do GP Estados Unidos – momento em que o título ficou decidido.

O campeonato teve algumas corridas interessantes e outras pouco mais do que monótonas, mas o que ficou dos 19 GP foi essencialmente o domínio avassalador da Mercedes – 16 vitórias e 18 ‘poles’ dizem quase tudo. As diferenças para o restante pelotão voltaram a ser bastante expressivas e só a Ferrari foi capaz de afirmar-se como adversário credível. Isto num ano de grandes dificuldades para a Red Bull/Renault e para a McLaren no regresso da parceria com os motores Honda.

Ferrari à procura da consistência

A estreia de Sebastian Vettel na Ferrari acabou por ser melhor do que ele próprio esperava. A equipa do ‘cavallino’ assumiu-se ao longo de 2015 como a única capaz de incomodar a Mercedes. Vettel conseguiu três vitórias – Arrivabene, diretor da equipa, projetara duas como meta – e houve momentos em que a diferença para os carros prateados foi esbatida. Faltou a consistência que é esperada em 2016.

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