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O sucesso e a importância do Qashqai no portfólio da Nissan é algo de inegável. Quando foi lançado, em 2007, o modelo da marca japonesa estabeleceu patamar pioneiro e decisivo. Não apenas nas unidades comercializadas (mais de 2 milhões), mas também na forma como influenciou e acabou por “fazer aparecer” vários concorrentes.
Chegado o momento da renovação – a Nissan chama-lhe reinvenção –, o construtor japonês deparou-se com cenário bem distinto. Não apenas porque era importante manter o estatuto de um carro que, por exemplo, seduziu 23.500 clientes em Portugal, mas também porque o panorama da concorrência é agora completamente distinto.
A solução passou por respeitar o conceito, refinando a identidade e a oferta. O mesmo é dizer que houve mexidas no “design” – nada de verdadeiramente radical –, ao mesmo tempo que subia a fasquia dos equipamentos e dos interiores. Neste particular está inclusivamente uma das grandes diferenças, notando-se o esforço da Nissan para encontrar posicionamento, digamos, mais requintado.
Maior
A alternativa aos tradicionais modelos do segmento C continua oferecer espaço a bordo para cinco passageiros, bagageira com dimensões muito interessantes e uma lógica de motorizações a privilegiar baixos consumos e emissões. O novo Qashqai é ligeiramente mais comprido do que o antecessor (49 mm); está mais baixo e um pouco mais largo, afirmando assim a personalidade que era de todos conhecida.
As tecnologias integradas – da navegação, aos sistemas de auxílio à condução – e a redução do peso, por exemplo, procuraram exponenciar a aposta em motores conhecidos da Aliança Renault/Nissan. É assim que encontramos, no lançamento, as versões diesel 1.5 (115 cv) e 1.6 (130 cv), esta última com opção por tração integral All-Mode 4x4. A meio do ano chega uma versão com motor gasolina 1.2 de 115 cv.
Pronto para um “combate” que não é fácil, tendo em conta o número de adversários entretanto surgidos, o novo Nissan Qashqai tem ainda o trunfo do posicionamento de preços. Iguais ou ligeiramente superiores, quando a oferta de equipamento é bastante diversa e muito acima do “irmão” pioneiro.
*) Com a Nissan em Madrid