Carlos Sousa sabe que dificilmente ganhará o campeonato nacional de todo-o-terreno. A operação a uma hérnia discal cervical, em julho, afastou-o das provas - ainda assim mantém-se em 3.º lugar, a 6 pontos do líder, - e, por isso, quer um novo desafio para comemorar duas décadas ao volante. "Vamos ter de entregar o campeonato quase de bandeja. Não sei se estou em condições de ir a Portalegre [última prova do campeonato, que se disputa entre 29 e 31 de outubro], mas posso desde já dizer que está muito avançada a minha participação no Dakar", adiantou o piloto português, à margem da apresentação da nova campanha da TMN, na qual participa.
O anúncio oficial só deverá surgir dentro de 15 dias, mas Carlos Sousa acredita que há condições para a realização do "Dakar tradicional", que percorre Marrocos, Mauritânia, Senegal... "Como não consegui completar os meus 20 anos de carreira ganhando o campeonato nacional, queria tentar o Lisboa-Dakar, que foi anulado. E há essa possibilidade", referiu o piloto da Mitsubishi.
A realização deste Dakar à antiga - a prova na Argentina, que teve a sua 1.ª edição no ano passado, continua a ser disputada - surgiu com o apoio de vários pilotos veteranos, entre os quais Carlos Sousa, que será um dos cabeças-de-cartaz. O desafio está lançado: "Por que não voltar às origens e fazer um Dakar para equipas não muito profissionais, que vão à aventura?"