Elisabete Jacinto na Africa Eco Race: As reportagens para a televisão

Nestes ralis em África percorremos muitos quilómetros pelo deserto, solitários... mas as nossas imagens podem correr o mundo. Não as de todos, naturalmente, não as de toda a etapa... mas apenas as de alguns, recolhidas num ponto determinado do percurso. São normalmente as imagens dos mais rápidos, as daqueles que as pagaram, ou as dos que, por um golpe de sorte, fizeram alguma manobra espetacular em frente aos operadores de câmara: uma queda, um salto, uma derrapagem...

São quatro as equipas de televisão preparadas para recolher imagens. Duas delas deslocam-se de helicóptero. Uma vai recolhendo imagens do ar com o operador de câmara pendurado pelo arnês, sentado à porta (aberta) do helicóptero. Quando seguem um concorrente fazem-no tão baixo e tão próximo que impressiona. Ficam de lado a pairar à frente do nosso pára-brisas, de modo a que o operador de câmara fique virado para nós, deslocando-se à mesma velocidade como se estivéssemos ambos parados. Sim, eu sou daquelas que paga as imagens! Sempre que algo acontece, aterram e vão filmar de perto os acontecimentos.

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A outra equipa é transportada de helicóptero mas filma a partir do solo. Escolhem um sítio, filmam uns quantos concorrentes e depois partem para outro local. Junto à meta há sempre uma outra equipa que vai entrevistando quem interessa entrevistar. Depois há ainda uma quarta que vai filmando com o drone e instalando as pequenas câmaras no interior das cabines dos camiões ou dos carros, ou fixando-as em algum ponto nas motos, recolhendo imagens muito curiosas.

No final da etapa, no acampamento essas imagens são escolhidas e editadas. São cinco os editores que produzem os filmes com locução em francês e inglês que são enviados aos seus destinatários por ftp, dvd ou satélite. Estas imagens são difundidas em 52 países dos quais Portugal é um deles.

Por Elisabete Jacinto
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