Elisabete Jacinto na Africa Eco Race: O primeiro dia do ano

Este é, de todos, o dia mais tranquilo do rali, o dia que é passado no barco. Embarcámos ontem já ao fim do dia e procurámos imediatamente os camarotes onde passamos estas duas noites.

É neste momento que começamos a desejar chegar ao deserto e a valorizar a nossa tenda e saco cama. Estamos num barco de transporte e não num cruzeiro.... o que faz verdadeiramente a diferença. A mim, o que mais me transtorna são as refeições. É incrível o quanto a comida nos condiciona. Na passagem de ano os fotógrafos procuram tema para uma boa fotografia mas não têm qualquer hipótese. Não há indumentária especial nem jantar de gala ou ambiente festivo. Há sempre quem se anime com o passar da meia noite, que ria mais alto, ou que abra garrafas de espumante... mas nós mantemos a tranquilidade que nos caracteriza e esperamos ansiosamente a oportunidade para ir dormir.

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O dia é marcado por dois afazeres importantes, o briefing geral da prova e as formalidades de fronteira. Há que carimbar o passaporte e registar a entrada do camião e estes dois aspectos implicam horas de espera numa fila desordenada na qual há sempre quem tente ganhar uns lugares. No briefing ficamos a perceber melhor a prova e o que nos espera, é lá que pomos as nossas duvidas e as nossas questões. O resto do dia passamo-lo de um lado para o outro, sempre à procura do rumo certo que é como quem diz, sempre perdidos... pois o barco é enorme e nunca sabemos onde estamos. Aqui há sempre alguém para conversar. Há pessoas que não voltaremos a ver ao longo de todo o rali. Ficamos a par das aventuras de cada um e... esperamos que o dia passe.

Por Elisabete Jacinto
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