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A França manifestou-se hoje empenhada em trabalhar para que se possa voltar a realizar o rali Lisboa-Dakar e reiterou que a decisão de anular a prova deste ano foi tomada exclusivamente pelos organizadores do evento.
"O importante é pensar no futuro e trabalhar para que uma prova que é importante e que é popular possa decorrer em condições normais. Estamos de acordo que o que aconteceu não pode prejudicar o futuro", o secretário de Estado francês dos Assuntos Europeus, Jean-Pierre Jouyet, após a reunião, em Rabat, do designado Grupo 5+5, que envolve países europeus e africanos da orla do Mediterrâneo Ocidental (Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e Líbia).
A decisão de anular a edição deste ano do rali Lisboa-Dakar "foi tomada pelos organizadores, depois de as autoridades dos vários países envolvidos avisarem que havia um determinado número de riscos", acrescentou o secretário de Estado, que representou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchener, na reunião.
O responsável governamental francês manifestou igualmente o seu empenho para, tal como ficou decidido na reunião de Rabat, "trabalhar para definir o que pode ser feito para que esta prova prossiga nesta região" e frisou que essa é a melhor forma de "provar que não há cedência a nenhuma ameaça".