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João Lagos vai apresentar a "factura" dos prejuízos com a anulação do Lisboa-Daka'r2008 à Amaury Sports Organisation (ASO) e recorda que tem um contrato assinado para que no próximo ano o rali saia de Lisboa com destino a Dakar.
"Sou um homem de convicções e de esperança. Se for pela minha mão, se depender de mim, gostaria que acontecesse o que está contratualizado. Nada nos leva a pensar que (a edição 2009) não se possa realizar, a não ser que haja uma guerra atómica no Magrebe", afirmou João Lagos à Agência Lusa.
O patrão da Lagos Sports, empresa que organiza a partida do Lisboa-Dakar desde 2006, sublinhou ainda que não participou na decisão de anular a edição deste ano do mais importante rali todo-o-terreno do Mundo, na sequência de ameaças terroristas.
"Não fui tido nem achado nessa questão", disse Lagos, frisando que "não era o dono do projecto", mas apenas um "intermediário" entre os patrocinadores portugueses e a ASO e, por isso, vai apresentar a factura dos prejuízos à empresa francesa.
Lagos recordou o "casamento" com a ASO desde 2006, mas pela primeira vez referiu-se à possibilidade de um "divórcio", com custos elevados.
"Isto é um casamento, mas todos os casamentos se desfazem. Até os casamentos na igreja. Isso tem custos, tem preço, e quando o marido é rico larga mais. Nesse caso, teria de haver compensações, teríamos de negociar", sustentou.