_
O cancelamento do Dakar vai implicar necessariamente prejuízos para os mais diversos intervenientes na prova, ainda não quantificados.
O governo português surge em destaque, ao não receber retorno dos três milhões de euros que investiu este ano, a mesma verba gasta nos anos anteriores (2006 e 2007), mas autarquias, organizadores, patrocinadores e equipas também verão os seus investimentos postos em causa.
A organização, a cargo da Lagos Sports, também terá prejuízo, embora ainda não o tenha quantificado. "A única coisa que sei é que o prejuízo é muito duro. Já estão a ser feitas contas no escritório", admitiu João Lagos, na conferência de imprensa realizada após o anúncio da anulação, justificada pelas tensões políticas internacionais, as vítimas francesas na Mauritânia e a ameaça terrorista islâmica.
As câmaras municipais de Lisboa e Portimão, concelhos que deviam receber a primeira e segunda etapas do Dacar, são também afectadas. A Câmara de Portimão investiu 1,5 milhões de euros para ter sábado a chegada da caravana do Dakar, no final da primeira etapa, e a largada para a segunda tirada, domingo. O edil já deu a conhecer a intenção de pedir à organização o retorno do investimento.
Segundo Manuel da Luz, os "juristas da autarquia estão a estudar as contratualizações que foram feitas para que seja exigida à organização o retorno do investimento que a autarquia fez para receber a prova em Portimão".
O autarca afirmou à Lusa que foram investidos 90 por cento da verba total, estando os restantes 10 por cento destinados a alojamento e outras questões logísticas para o fim-de-semana.
Quanto à Câmara de Lisboa, o presidente da autarquia António Costa não precisou o montante envolvido.