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O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, rejeitou hoje que o rali Lisboa-Dacar seja suspenso indefinidamente ou transferido para outra região devido a uma ameaça terrorista: "É inaceitável que fique para a história que o rali Lisboa-Dacar possa ter acabado sob uma ameaça da Al-Qaida, uma organização terrorista. Seria um precedente para muitos eventos internacionais."
À margem do fórum da ONU Aliança das Civilizações, a decorrer em Madrid, chefe da diplomacia portuguesa, considerou ser "profundamente inaceitável que os governos baixem os braços perante uma situação deste tipo", reiterando a imoportância de "avaliar as implicações políticas e estratégicas" da decisão de suspender indefinidamente o rali ou de o transferir para outra região do globo, como a Ásia ou a América Latina.
"Temos que analisar as implicações que isso teria para a região, do ponto de vista estratégico e político. Penso que isso seria profundamente negativo", afirmou o governante.
Caso analisado em encontro ministerial
"Devemos reflectir sobre isso e tomar decisões sobre a forma de contornar um problema que deixou de ser desportivo e passou a ser um problema político e estratégico grave na região", salientou ainda Luís Amado, para quém cabe aos Estados procurar ultrapassar no futuro "circunstâncias adversas" como as que marcaram a edição deste ano do rali todo-o-terreno, que foi anulada há 11 dias, na véspera do seu arranque em Lisboa, devido a ameaças terroristas.
O ministro disse que Portugal vai levar o assunto "ao fórum adequado", nomeadamente ao próximo encontro ministerial do Grupo 5+5, que reúne países europeus e africanos das duas margens do Mediterrâneo, e que se realiza segunda-feira (dia 21), em Rabat, Marrocos.