Ministro francês nega imposição do cancelamento do Dakar

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, considerou hoje "ridícula" a ideia de que o Governo de Paris terá imposto à organização da edição de 2008 do rali Lisboa-Dakar a decisão de cancelar a prova.

As declarações de Bernard Kouchner foram proferidas antes do almoço do Seminário Diplomático, que decorreu no Protocolo de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, no qual esteve presente o primeiro-ministro português, José Sócrates, que não prestou quaisquer declarações aos jornalistas.

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Segundo o titular das pastas dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus do Governo de França, a decisão de cancelar a prova "pertenceu exclusivamente aos organizadores da prova Lisboa-Dakar".

"Julgo que a decisão da organização foi tomada de acordo com os riscos inerentes a uma prova que tinha oito etapas no interior da Mauritânia", declarou.

Decisão "desastrosa"

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O ministro dos Negócios Estrangeiros francês disse estar ciente que a decisão de se cancelar a prova "foi desastrosa para Lisboa, para os organizadores aqui em Portugal e também para a Mauritânia".

"Mas não podemos ignorar os recentes ataques [na Mauritânia], aparentemente da responsabilidade da Al-Qaeda, que mataram quatro franceses", disse.

No entanto, Bernard Kouchner considerou "ridícula" a ideia de se considerar que a decisão de cancelar a edição de 2008 tenha partido do Governo francês. "Jamais poderíamos impor uma decisão dessas a uma organização privada", argumentou.

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Bernard Kouchner afirmou respeitar a decisão tomada pela organização, que "foi assumida em função da necessidade de se prevenirem perigos" existentes.

"A minha função como ministro dos Negócios Estrangeiros é prevenir sobre os riscos não só os participantes no Lisboa-Dakar, mas todos os turistas e todos os franceses", sustentou.

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