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Os pilotos portugueses atrasaram-se hoje na classificação da 48.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que se disputa até dia 17 na Arábia Saudita, após a primeira parte de uma etapa maratona da prova.
Nas motas, Martim Ventura (Honda) viu as aspirações de lutar pela vitória na categoria de Rally 2 esfumarem-se devido a um problema mecânico com a corrente da sua mota na quarta tirada da competição, que teve 417 quilómetros cronometrados em redor de Al-Ula.
O piloto luso perdeu mais de duas horas e terminou em 68.º, a 2:05.13 horas do vencedor, o espanhol Tosha Schareina (Honda), que bateu o norte-americano Ricky Brabec (Honda) por seis segundos.
"Logo no início da especial, o Martim bateu numa pedra e isso fez com que tivesse de rodar com especial precaução para chegar ao acampamento da etapa maratona. O objetivo é chegar amanhã à assistência, em Hail", explicou o diretor desportivo da Honda, o português Ruben Faria.
Bruno Santos (Husqvarna) foi 21.º, Pedro Pinheiro (Husqvarna) o 42.º e Nuno Silva o 77.º.
Na geral, Schareina é o novo líder, com o mesmo tempo de Ricky Brabec, mas com a vantagem de ter ganho a etapa de hoje, e entre os portugueses, Bruno Santos é, agora, 19.º, seguido de Martim Ventura, em 20.º, enquanto Pedro Pinheiro é 46.º e Nuno Silva 77.º.
Nos automóveis, o sul-africano Henk Lategan (Toyota Hilux) venceu a quarta etapa e ascendeu à liderança da classificação geral, tendo batido o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) por 07.03 minutos, o polaco Marek Goczal (Toyota Hilux) por 14.15.
O português João Ferreira (Toyota Hilux) sentiu muitos problemas com o pó levantado por outros concorrentes e terminou no 17.º lugar, a 30.50 minutos do vencedor.
"A posição de partida acabou por condicionar bastante o que era possível fazer hoje. Apanhámos tráfego desde cedo e, nestas condições, não havia grande margem para arriscar mais sem comprometer o essencial. Demos o nosso melhor dentro do contexto que a etapa nos apresentou e a prioridade passou por evitar situações que pudessem ter consequências mais sérias, como aconteceu a pilotos de referência, incluindo o vencedor do Dakar 2025", explicou João Ferreira, aludindo ao abandono do saudita Yazeed Al-Rajhi (Toyota Hilux), vencedor em 2025, devido a problemas mecânicos.
Na geral, Henk Lategan lidera, com 03.55 minutos de vantagem sobre Nasser Al-Attiyah, com João Ferreira, a ocupar o 17.º lugar, a 36.53, e Maria Gameiro (Mini) o 67.º, depois de hoje ter sido 75.ª a 1:26.17 horas do vencedor.
Na categoria Challenger, dos veículos ligeiros, Rui Carneiro (MMP) foi o melhor português, na quinta posição, a 17.28 minutos do vencedor, o argentino Nicolas Cavigliasso (Vertical), e Pedro Gonçalves (BBR) foi 16.º.
Na geral, o saudita Yasir Seaidan (Taurus) manteve a liderança, enquanto Pedro Gonçalves é sexto, já a 1:26.56 horas, e Rui Carneiro é 11.º, a quase duas horas.
Nos SSV, o pódio voltou a ser dominado por portugueses. O norte-americano Brock Heger (Polaris) venceu, batendo o português João Monteiro (Can-Am) por 16.02 minutos e João Dias (Polaris) por 16.40.
Alexandre Pinto (Polaris RZR) terminou hoje em sétimo, a 23.48 minutos, com Hélder Rodrigues (Polaris) em 17.º. Gonçalo Guerreiro (Polaris) foi quem teve mais dificuldades. Depois de duas etapas entre os primeiros, hoje terminou em 19.º, já a 1:13.07 horas.
Bruno Martins (Polaris) terminou em 24.º.
Na geral, Brock Heger lidera, agora com 31.31 minutos de vantagem sobre o francês Xavier de Soultrait (Polaris), que é segundo, com o português Alexandre Pinto em terceiro, a 47.56.
João Monteiro é o quinto classificado, com Gonçalo Guerreiro a descer de segundo ao sétimo lugar, com João Dias em 10.º. Hélder Rodrigues é 20.º e Bruno Martins em 35.º.
Nos camiões, o navegador Paulo Fiúza, que acompanha o lituano Vaidotas Zala (Iveco), foi terceiro, a 18.09, subindo ao quarto lugar da geral.
Quinta-feira disputa-se a quinta etapa, segunda parte de uma etapa maratona, entre Al-Ula e Hail, com 371 quilómetros cronometrados para os carros e 356 para as motas.
Por Lusa