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Fausto Mota, um português 'espanhol' à procura do 'top 30'

• Foto: DIREITOS RESERVADOS

O piloto português Fausto Mota vai arrancar no sábado, no 40.º Rali Dakar, para a terceira participação na prova, embora inscrito com nacionalidade espanhola, à procura de um lugar no 'top 30', se "não surgirem problemas de maior".

Depois de um 49.º lugar em 2011 e um 54.º lugar em 2017, o piloto natural do Marco de Canaveses tem "uma equipa e uma mota nova, com motor de rali", da KTM, e assume como objetivo máximo "acabar o Dakar, o objetivo de sempre", e apontar ao 'top 30' no caso de tudo correr bem, revelou à agência Lusa.

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Quanto ao percurso da edição que marca o 40.º aniversário da prova, Mota vê uma corrida "mais de aventura, mais Dakar a sério", que apresenta muitas dificuldades e desafios aos pilotos.

"Começa logo no Peru, com cinco dias muito importantes, na areia, e dias onde a etapa termina no mesmo sítio onde começou. Vai ser mais Dakar, mas será uma corrida muito cansativa", analisou.

Durante uma prova "muito dura", nem o contingente de pilotos lusos ajuda a enfrentar as dificuldades, onde o ênfase está na preparação e na concentração para 'vencer' o deserto, a altitude e chegar a Córdoba, no dia 20, em cima da moto.

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"O importante é fazermos o nosso trabalho, chegar ao fim do dia, tratar dos problemas da mota e preparar o dia seguinte, não há tempo para falar com ninguém", confessou, até porque "a concentração" é primordial para enfrentar a 'prova rainha' do todo-o-terreno.

Quanto à altitude, Mota diz que mesmo que os pilotos fiquem "mais lentos, com dificuldade em respirar", esta é uma questão com a qual não tem "muitos problemas".

Apesar das dificuldades que a corrida apresenta, o décimo ano da prova na América do Sul prova a resiliência daquela que continua a ser "o topo" para os pilotos de todo-o-terreno.

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"O nome Dakar realmente é o topo, nas corridas de TT. Não há nada mais importante, é onde quer estar quem gosta disto", resumiu o português, que este ano se inscreveu como espanhol.

A "situação temporária", descreveu, prende-se com "dar visibilidade aos apoios" que conseguiu no País Basco, onde reside, e torna-se possível uma vez que possui dupla nacionalidade.

Apesar de ter recolhido os apoios em Espanha, onde há "mais cobertura mediática" e muito apoio da indústria, com um projeto "mais fácil de construir este ano do que nos outros dois", Fausto Mota sente-se "muito orgulhoso de ser português".

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A 40.ª edição do Rali Dakar em todo-o-terreno arranca no sábado, com partida em Lima, e termina a 20 de janeiro, em Córdoba, na Argentina.

Por Lusa
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