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A etapa 5 do Dakar'2023 foi tudo menos fácil para Mário Patrão. O português, que foi sexto no final (a 43.10 minutos do vencedor, o espanhol Javi Vega) e conseguiu segurar o terceiro posto na classe Original By Motul, viveu uma odisseia de problemas, muito por culpa da presença de água na gasolina fornecida pela organização. Isso obrigou-o a muito trabalho suplementar ao longo do dia, ao qual terá de juntar aquele que o espera pela tarde/noite dentro.
"A mota já ontem dava sinais de falhar com problemas de gasolina. Troquei o filtro, fiz a manutenção devida e pensei que o assunto estava resolvido, mas hoje, depois de arrancar a mota começou a falhar e o meu objetivo no dia, tendo em conta as circunstâncias, passou a ser tentar levar a mota até ao final. Tenho três depósitos: dois à frente e um atrás. Fui obrigado a parar por duas vezes para passar gasolina do depósito traseiro para o da frente. Hoje o trabalho de assistência vai ser bastante maior. Tenho o amortecedor de trás rebentado, tenho de mudar a bomba de gasolina, tenho imenso trabalho para fazer de modo a ter a moto em condições para o dia de amanhã", assumiu o piloto nacional, que por competir na Original By Motul não conta com assistência externa.
Com este dia complicado, Mário Patrão viu a sua diferença para o primeiro aumentar de forma considerável. São agora 1:06.07 horas de atraso para Javi Vega, o novo líder da classe, por troca com Charan Moore. Será essa a distância que tentará encurtar na sexta-feira, para uma tirada que terá apenas 100 quilómetros, bem menos do que os previstos 467. Tudo por conta das chuvas dos últimos dias, que provocaram uma inundação no bivouac em Al Duwadimi, que não poderá receber a caravana do Dakar.
Por Fábio Lima