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Um dos grandes atrativos desta edição do Dakar é a participação de André Villas-Boas. O treinador português, de 40 anos, que deixou o comando técnico dos chineses do Shanghai SIPG, está ansioso pelo arranque da sua primeira experiência na prova.
"Os motores estão-me no sangue. Têm sido a minha paixão desde criança", começou por explicar Villas-Boas, em declarações ao ‘The Times’, afastando o cenário de perigo: "Risco de morte? Tu sabes que isso pode acontecer, mas tens de aceitar os riscos e seguir em frente. Enzo Ferrari disse uma vez que tens de sacrificar tudo sem hesitar para satisfazer este vício", disse o português, que vai conduzir um Toyota.
Sobre a preparação para prova que arranca já amanhã, no Peru, Villas-Boas só quer desfrutar da experiência. "A equipa deu-me treinos de postura para aguentar conduzir naquelas condições por várias horas. Sinceramente, não sei como o meu corpo vai reagir", atirou o português, que vai ter o compatriota Rúben Faria como copiloto.
Sobre o futebol, AVB recordou a passagem pelo Chelsea como a "melhor experiência como treinador", deixando um recado aos blues: "Mas a falta de apoio foi surpreendente."
Por Diogo Jesus