Vitória de Faria e melhor resultado de Joaquim Rodrigues

A vitória de Ruben Faria nas motos enquanto diretor desportivo da Honda e o melhor resultado de sempre de Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) mostraram boas indicações da participação portuguesa na 43.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno.

Como sinal menos a desistência do piloto de camiões José Martins na 12.ª e última especial da prova, que hoje terminou em Jeddah, deixando o mecânico Nuno Fojo como único representante das cores nacionais na categoria mais pesada, com um 17.º lugar na estreia.

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De resto, o destaque maior vai para a vitória da Honda, que teve dedo português, pois a equipa é gerida pelo antigo piloto algarvio Ruben Faria, com a ajuda de outro 'mestre' das duas rodas, o sintrense Hélder Rodrigues.

Em pista, o barcelense Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) foi o melhor português, terminando a corrida na 11.ª posição, apesar de uma penalização de 32 minutos, concluindo a 3:04.24 horas do vencedor, o argentino Kevin Benavides (Honda), conseguindo o melhor resultado nas suas quatro participações, depois do 12.º na estreia.

"Estou muito feliz por conseguir chegar ao fim. Os últimos quilómetros foram os mais longos de sempre para mim, que, quando vi a meta, senti um alívio enorme. Terminei pelo Paulo [Gonçalves, seu cunhado, falecido na edição de 2020 do Dakar] e pela minha família", disse.

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O luso-germânico Sebastian Bühler (Hero) terminou na 14.ª posição, a 4:00:03 horas, e o estreante Rui Gonçalves (Sherco), antigo vice-campeão mundial de motocrosse da classe MX2, foi o 19.º, a 6:32.21 horas do vencedor.

"Estou muito contente por ter terminado o meu primeiro Dakar, em 19.º, terceiro dos estreantes", disse o piloto de Vidago

Já Bühler contou que "este local traz muitas más recordações, pelo que foi um grande alívio chegar ao fim".

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Pelo caminho ficou Alexandre Rosa (KTM), com problemas mecânicos na sua moto.

Nos automóveis, o lituano Benediktas Vanagas (Toyota), que tem por navegador o português Filipe Palmeiro, concluiu a tirada de hoje em 21.º, enquanto o leiriense Ricardo Porém (Borgward) foi 25.º, a 27.30 minutos do vencedor.

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Na geral, Vanagas e Palmeiro terminaram em 12.º lugar, ao passo que Porém, antigo campeão nacional de todo-o-terreno, foi 20.º, a 8:13.12 horas do vencedor, o francês Stéphane Peterhansel.

"Mais um Dakar terminado. Uma prova longa, com 12 dias de ação nas sempre desafiantes etapas sauditas, que terminamos dentro do top-20. Apesar de o nosso objetivo inicial de terminar no top-15 não ser cumprido, sentimo-nos realizados, uma vez que fizemos a corrida possível e o nível esteve bastante elevado, com muitos pilotos rápidos em viaturas de última geração a conseguirem realizar provas bastante positivas", disse o piloto leiriense, numa publicação nas suas redes sociais.

Nos veículos ligeiros (SSV), Lourenço Rosa foi o melhor português, ao concluir a prova na 15.ª posição, a 7:10.11 horas do vencedor, o chileno 'Chaleco' López Contardo (Can-Am). "Concluí o meu sonho", sublinhou.

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Rui Carneiro (Can-Am) foi 26.º, a 11:35.58 horas.

Por Lusa
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