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A liga de futebol americano (NFL) anunciou um investimento adicional de 100 milhões de dólares (pouco mais de 89,01 milhões de euros), para o desenvolvimento de tecnologias e apoio à investigação a pensar no grave problema das lesões cerebrais que sofrem os jogadores.
O comissário da NFL, Roger Goodell, anunciou na quarta-feira a iniciativa "Play Smart. Play Safe" ("Joga de forma inteligente, joga de forma segura") numa carta aberta que o seu gabinete deu a conhecer através dos meios de comunicação social.
Segundo um estudo, divulgado em abril, pela Academia Americana de Neurologia, mais de 40% dos ex-jogadores da liga de futebol americano dos Estados Unidos mostram sinais de lesões cerebrais.
"Podemos e faremos melhor", afirmou Roger Goodell, referindo que não estar satisfeito - tal como os donos das 32 equipas da NFL - no que diz respeito à prevenção das lesões na cabeça que sofrem os jogadores da modalidade.
Ao abrigo dessa iniciativa, 60 milhões de dólares (53,41 milhões e euros) vão ser canalizados para o desenvolvimento de tecnologia, como capacetes melhorados, e 40 milhões (35,60 milhões de euros) destinados à investigação médica.
O programa abarca áreas como proteção dos jogadores, avanços tecnológicos e investigação médica. A NFL e os seus associados já gastam 100 milhões de dólares em investigação e novas tecnologias.
Foi alcançado um acordo que prevê o pagamento de 1.000 milhões de dólares (pouco mais de 890,17 milhões de euros, ao câmbio atual) durante 65 anos a mais de 20 mil jogadores retirados, que sofreram graves problemas de saúde depois de deixarem a competição.
Roger Goodell escreveu na mesma missiva que a NFL "conseguiu importantes progressos em matéria de saúde e segurança. Fizemos mudanças nas regras relativas à segurança, incentivámos avanços nos equipamentos, melhorámos os protocolos médicos e mudámos a maneira como ensinamos a modalidade".
O comissário da NFL reiterou que essa será sempre a primeira prioridade a ter de modo a garantir uma melhor proteção para os jogadores de futebol americano.
"Com toda a razão, a maior parte da discussão pública é sobre as lesões cerebrais, como ocorrem, como podem ser prevenidas, como se tratam e o que se conhece sobre o seu impacto a longo prazo", realçou.
Sob a nova iniciativa, a NFL vai criar um grupo especializado para lhe facultar assessoria independente, composto por médicos e cientistas, para "identificar e apoiar as propostas mais convincentes para a investigação científica sobre concussões cerebrais, lesões na cabeça e os seus efeitos a longo prazo", escreveu ainda Roger Googell.
A NFL foi fortemente criticada nos últimos anos por ter durante um longo período de tempo subestimado o impacto dos choques físicos na saúde dos jogadores, uma problemática retratada no filme 'Concussion' ('Concussão') que tem Will Smith como protagonista.
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