O que têm em comum Ed Reed e Torrey Smith (Baltimore Ravens) e Vernon Davis (San Francisco 49ers)? São os três jogadores de NFL, desempenham papéis importantes nas respetivas equipas e estarão amanhã no Super Bowl, em Nova Orleães, com vontade de dedicar a possível vitória aos irmãos.
De todos, Ed Reed, de 34 anos, é aquele que certamente se sentirá mais emocionado na noite de domingo. Além de ser natural da cidade vizinha de St. Rose, o defesa dos Ravens perdeu o irmão há cerca de 2 anos, precisamente na zona onde agora lutará por um lugar na lista de imortais do futebol americano. Tudo aconteceu a 30 quilómetros de Nova Orleães, quando Brian se atirou ao Rio Mississippi depois de um problema com a polícia. Viria a ser encontrado, já sem vida, a alguns metros. A memória de Brian, o mais novo do clã Reed, estará sempre no pensamento de Ed. “Ele está lá em cima a olhar para mim neste momento, sei disso. Está comigo”, disse Reed, no início da semana.
Torrey Smith, de 24 anos, dos mesmos Ravens, entrará em campo com vontade de erguer os dedos para o céu e dedicar a vitória ao irmão Tevin Jones, que faleceu em setembro, na véspera do encontro com os Patriots, na sequência de um acidente de moto: “Mesmo depois da morte do meu irmão, dei sempre tudo de mim e joguei pela minha família. Penso sempre neles, mas a vida é assim. Não entro num turbilhão de emoções.”
Quanto a Vernon Davis, natural de Washington, entra em campo sabendo que o irmão Michael enfrenta uma acusação de homicídio de um homem de 66 anos. “Fiquei destroçado, mal conseguia dormir. Nem conseguia acreditar que aquilo me estava a acontecer. Mas, mesmo assim, as coisas acontecem-nos por alguma razão”, admitiu Davis, de 28 anos.
Lealdade
Esta final é, definitivamente, marcada pelos laços familiares. Além das histórias de Reed, Smith e Davis, os dois treinadores que comandarão as equipas no Super Bowl são irmãos: Jim Harbaugh do lado dos 49ers, John Harbaugh nos Ravens. Na antevisão do encontro, os dois técnicos deram uma conferência de imprensa bastante animada, onde trocaram elogios e mostraram que os laços familiares também importam neste tipo de decisões. A separá-los estava apenas o Lombardi Trophy, a taça que os dois ambicionam conquistar.
“Esta semana foi igual a qualquer outra”, admitiu Jim, que teceu rasgados elogios a John:“Não há nenhum treinador melhor do que ele e digo-o com sinceridade.”
“Somos muito leais, não haja dúvidas. Vamos ser sempre assim e nada mudará essa situação. Vamos continuar unidos e sempre disponíveis para nos protegermos um ao outro”, assegurou John, num palco onde estiveram os pais Jack e Jackie, assim como o avô Joe Cipiti.
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