Os Seattle Seahawks conquistaram esta madrugada a 48.ª edição do Super Bowl, ao baterem de forma clara os Denver Broncos por 43-8, numa partida de sentido único disputada no MetLife Stadium, em New Jersey. Com o frio a marcar presença pela primeira vez na história no encontro mais importante do ano no que ao futebol americano diz respeito, o domínio de Seattle nunca esteve em causa.
Apoiados numa defesa muito consistente, os pupilos de Pete Carroll anularam quase todas as investidas de Denver, que conseguiu uma marca ofensiva extremamente baixa - especialmente se tivermos em conta que no resto da temporada haviam conseguido um total de 606 pontos (a uma média de 33,6 por partida).
Do lado dos Seahawks, de destacar a exibição de Malcolm Smith, eleito o MVP do Super Bowl, tornando-se no primeiro defesa desde Dexter Jackson, em 2003, a receber o galardão. Enquanto Smith foi o rosto da defesa dominante de Seattle, Russell Wilson orientou o ataque, naquele que é o primeiro título conquistado pela equipa de Seattle.
Começar com estrondo
Com um ambiente de loucos, a partida começou com Peyton Manning, eleito MVP desta temporada, a ter a bola para abrir as hostilidades. Não podia ter sido pior para Denver. Na primeira posse de bola no ataque, o "snap" (passe inicial para o quarterback) saiu totalmente errado e acabou dentro da endzone dos Broncos, com Knowshon Moreno a cair sobre a bola, sendo placado. Por isso mesmo, foi um safety para Seattle, equivalente a 2 pontos.
Depois de dois field goals convertido por Steven Hauschka (8-0), a defesa dos Seahawks desferiu o segundo golpe. Kam Chancellor brilhou e intercetou um passe de Peyton Manning, antes de Seattle iniciar um ataque que culminou com um touchdown do runningback Marshawn Lynch. A tentar responder, Manning levou o ataque de Denver até ao meio-campo dos Seahawks, apenas para ser intercetado outra vez, desta feita pelo MVP Malcom Smith, que devolveu o passe 69 jardas para mais um TD. 22-0 era a liderança ao intervalo.
Bruno Mars animou e Harvin matou
Chegada a hora do espetáculo de intervalo, Bruno Mars esteve no centro de toda as atenções, com muito fogo-de-artifício, animação e energia. Os Red Hot Chilli Peppers juntaram-se ao cantor e fizeram a festa, antes de Percy Harvin desferir uma machadada decisiva nas aspirações dos Broncos. O receiver devolveu o kickoff da 2.ª parte para 87 jardas e um touchdown, que praticamente sentenciou a partida.
Enquanto o ataque de Denver continuava a claudicar, Russell Wilson lançou o seu primeiro TD do dia, com um passe de 23 jardas para Jermaine Kearse. O marcador já registava 36-0, embora Manning tenha limpo um pouco a imagem e evitado um nulo, com um TD de 14 jardas para Demaryius Thomas.
O problema é que Wilson teve sangue frio, ignorou o facto de esta ser apenas a sua segunda época na NFL, e abriu o 4.º período com mais um TD, desta feita para Doug Baldwin. Daí para frente foi gerir o tempo e esperar pela hora de fazer a festa para gáudio dos fãs que se deslocarem desde Seattle.
No final de contas, Wilson conseguiu 206 jardas e 2 TDs, ao passo que Manning ganhou 280 jardas e lançou 1 TD, manifestamente insuficientes para contrariar uma defesa sufocante que forçou duas interceções do MVP da fase regular e ainda recuperou duas vezes a bola em "fumbles". Valeu a velha premissa: o ataque ganha jogos, mas a defesa conquista campeonatos.