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Chris Jericho, o wrestler atípico

Na secção Wrestling de Record Internet os desejos dos leitores são ordens e alguns sabem aproveitar esta máxima com mestria. Foi o que fez o João Pedro (jonnymacarroni.joao@gmail.com), fanático de Chris Jericho, que como já percebeu que por estas bandas o lutador não é dos mais apreciados, decidiu pedir um “arquivo” sobre o craque para o email wrestlingnorecord@gmail.com. Por arquivo deveria querer dizer “breve abordagem”, “reportagem” ou “artigo”, portanto cá está, especialmente para ele, a vida e obra de Y2J.

No dia 9 de Novembro de 1970 nasceu em Nova Iorque Christopher Keith Irvine, filho de pais canadianos e actualmente conhecido em cima dos ringues como Chris Jericho. Um lutador que, de acordo com fontes próximas e bem posicionadas nos corredores da World Wrestling Entertainment, representa o paradigma do lutador da nova geração do wrestling norte-americano (apesar dos 37 anos), uma vez que é um verdadeiro “one man show”, acumulando com as aparições nos ringues outras actividades, como actor de cinema, músico rock, apresentador de televisão, locutor de rádio e até actor de teatro.

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Em 1990, mais precisamente no mês de Outubro, o jovem Chris começa a lutar, depois de aprender tudo na escola dos irmãos Hart. Aproveitando a música Walls of Jericho da banda Helloween, torna-se Chris Jericho e começa a dar cartas ao lado de nomes como Adam Copeland (Edge), Jason Reso (Christian Cage) e Terry Gerin (Rhino).

Em 1996, graças à inestimável ajuda de Mick Foley, é recomendado ao promotor Paul Heyman e começa a alinhar na ECW, vencendo o World Television Title em Junho. Lutou frente a Taz, Sabu, Rob Van Dam, Cactus Jack, Shane Douglas e 2 Cold Scorpio, mostrando que merecia voar para outras paragens.

Foi o que aconteceu em 1996, quando assina pela WCW. Começa a lutar em Agosto, mas apenas no mês de Setembro se torna figura de proa, quando alinha frente a Chris Benoit e começa a ter uma falange de adeptos fixa, sempre ávidos pelas novidades que implementava constantemente a nível técnico nas suas exibições.

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Chegada à WWF

Depois de umas participações em eventos paralelos no Japão, chega a altura de se tornar um gigante da WWF, corria o ano de 2000. É lá que cimenta o seu nome na galeria dos notáveis do wrestling mundial, destacando-se os episódios ao lado de Chyna, a luta memorável com Chris Benoit e Kurt Angle num Triple Threat bem original, entre muitos outros momentos, como a fase em que interpretou o papel do mítico palhaço Doink.

De lá para cá, o que se pode dizer do homem que fez gato sapato de Shawn Michaels? Por vezes nem parece ser o típico lutador de wrestling, tal a presença cavalheiresca e as qualidades que patenteia ao nível intelectual, com participações em diversas acções de solidariedade social e afins. Nesta recente feud com Michaels, a aceitação do público foi de tal forma positiva que os guionistas da organização norte-americana tiveram de efectuar várias adendas à trama, de modo a manter viva a chama do ódio entre ambos. Aliás, o realismo dado no No Mercy foi de tal ordem que Jericho perdeu um dente após levar com uma escada na cara. Nem sempre é a brincar...

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Fora dos ringues, o lutador gosta de sons pesados e já tem sucesso relativo com o projecto Fozzy, banda de rock que já conta com quatro álbuns editados, para além de parcerias com bandas consagradas como Dream Theater ou os míticos Iron Maiden.

Para além da música, o craque gosta de reality shows e já participou no Celebrity Duets, onde foi eliminado na primeira ronda, e no Redemption Song..

Faz parte do Hall of Fame do wrestling canadiano e, numa modalidade onde há muito protagonismo e pouca acção social, Chris foi diferente e fez tanto ou tão poucoi pelas crianças carenciadas daquele país que recebeu a Ordem de Mérito dos Caçadores de Búfalos, que já tinha sido recebido por nomes como Papa João Paulo II, Richard Daley, Desmond Tutu e Madre Teresa.

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Um grande!

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