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O ano não podia ter começado de melhor maneira para Mikaela Shiffrin. A esquiadora ainda é menor de idade e já faz história no esqui alpino, sendo a primeira norte-americana a vencer duas etapas da Taça do Mundo antes de completar os 18 anos. E curiosamente os dois triunfos foram alcançados em pistas europeias, no espaço de 15 dias.
“Está a ser uma excelente temporada. Não sei o que dizer para expressar toda a minha emoção. É demais. Esta vitória tem muito significado. Estou muito feliz”, afirmou a nova princesa do esqui após ter ganho a prova de slalom em Zagreb, Croácia, na última sexta-feira.
Para quem acompanha a modalidade, a ascensão de Mikaela Shiffrin não é de estranhar – na temporada transata a jovem norte-americana foi considerada pelas adversárias a “rookie” do ano –, mas ganha ainda maior destaque porque a rainha da modalidade, Lindsey Vonn, está afastada da competição, deixando os norte-americanos um tanto ou quanto desgostosos.
Sina
Mikaela Shiffrin nasceu junto às montanhas de Vail, no Colorado, EUA, e desde cedo que o esqui fez parte da sua vida. Parecia que o destino lhe preparava algo de grandioso, era só preciso ela querer. E quis.
Em março de 2011, com apenas 15 anos (completou os 16 dois dias depois), faz a sua estreia numa prova da Taça do Mundo, disputada na Rep. Checa, e em menos de dois anos fixa o seu nome no topo da classificação geral da Taça do Mundo de slalom, com 336 pontos conquistados, à frente da eslovena Tina Maze (líder da classificação global), com 310 pontos, e da eslovaca Veronika Velez Zuzulova, com 305.
Durante a época transata, a primeira completa como sénior, a norte-americana deu nas vistas ao estrear-se no pódio, um 3.º lugar, na etapa de slalom de Lienz, na Áustria, a 29 de dezembro de 2011.
O título de “rookie” do ano colocava sobre Mikaela Shiffrin maior pressão para a presente temporada. Porém, a norte-americana está a responder à altura das expectativas, sempre em slalom: em novembro, na Finlândia, voltou a subir ao 3.º posto; em dezembro, na Suécia, venceu a sua etapa; e no passado dia 4, na Croácia, sentou-se na cadeira da “rainha da neve”, uma tradição para a vencedora da prova croata. Mikaela assume que gostaria de terminar a época como líder da disciplina em que é especialista, porém admite ser complicado: “É definitivamente um dos meus objetivos, mas vai ser difícil.”
Acompanhada sempre pela mãe
• Mikaela Shiffrin conta com o apoio incondicional da sua mãe, Eileen, que na temporada de estreia a acompanhou em todas as provas fora dos EUA: “Foi um ano muito ocupado, viajámos bastante, mas acho que foi uma excelente experiência para ela. Viajar é muito educativo”, sublinhou a progenitora, que se assume como a sua fã número 1. Este ano, a receita tem sido seguida e já dá frutos. Mikaela obteve sucessos desportivos e espera formar-se esta primavera na Burke Mountain Academia.
De olhos postos no Mundial
• O Campeonato do Mundo disputa-se em Schladming, na Áustria, de 5 a 17 de fevereiro, e Mikaela Shiffrin estará presente. “O meu único objetivo é melhorar a cada dia. Vou ser feliz com uma medalha no Mundial ou com um 15.º lugar, se apresentar o meu melhor esqui”, assegura a jovem norte-americana, que, diz quem a conhece, não deixou que os últimos resultados lhe subissem à cabeça. “É preciso lembrar que tenho apenas 17 anos e não escondo que, por vezes, me sinto como uma bebé”, confessa a esquiadora que estará no centro das atenções durante o Mundial.