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Os dois principais polos do sumo em Portugal, Lisboa e Marinha Grande, preparam-se para, em janeiro, fazer uma espécie de renascimento da modalidade, que se espera ser em força. Para além de atletas masculinos, haverá também espaço para as senhoras – a modalidade vai no 8.ºCampeonato do Mundo no feminino e não pára de crescer – e, especialmente, crianças.
“Temos feito demonstrações em escolas e colónias de férias. Há muita recetividade, felizmente, e esperamos ter bastantes crianças connosco a partir do início do próximo ano. Tenho pais a ligarem-me diariamente para saber quando começam as aulas. Tudo isso deixa-me muito satisfeito e confiante neste novo fôlego. A ver vamos como corre.”
Uma das questões é saber se as crianças estão prontas para ganhar volume corporal, mas Carlos Neves afasta essa ideia, relembrando que nem só de muitos quilos vive o sumo: “Dou o exemplo do boxe. Duvido que existam muitas pessoas a dar um nome sonante de pesos-pluma. Mas se perguntar um peso-pesado, então aí toda a gente conhece. Aqui acontece a mesma coisa. Qualquer pessoa pode praticar sumo e nem por isso precisa de ser grande. Eu escolhi sê-lo, só que há lutadores com um peso dito normal. Mas, claro, eu reconheço que somos mais representativos com este volume.”
Com ou sem quilos a mais, o certo é que o sumo em Portugal prepara-se para dar o salto.E se para isso nem é preciso engordar, então já não há desculpa.