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As tripulações de canoagem olímpicas K2 1.000 masculino e K4 500 feminino que este sábado conquistaram a medalha de bronze na Taça do Mundo da Polónia acreditam que em Londres'2012 podem repetir a luta pelos primeiros lugares.
"Devemos ter os pés bem assentes na terra. Para lutar pelo pódio em Londres é preciso ir por etapas. A primeira foi conquistada com o apuramento. Depois, será a final olímpica e aí tudo é possível", disse Emanuel Silva.
Sétimo em Atenas'2004 e 11.º em Pequim'2008 em K1 1.000, o experiente atleta bracarense garante que, "se houver a oportunidade" de chegar ao pódio, a dupla não a deixará fugir.
"Não somos só nós a treinar. Os nossos adversários de hoje também não estarão agora no pico de forma, a apontar para Londres. Estaremos mais bem preparados, temos consciência disso. Mas acredito no nosso valor. Se continuarmos a trabalhar com a mesma garra que até aqui, concerteza vamos ter bons resultados", sublinhou.
Fernando Pimenta elogiou o desempenho da dupla minhota: "Foi melhor do que estava à espera. Um bom início deu-nos fôlego para o fim. Até aos 500 metros estavamos na frente, mas vínhamos deslocados das pistas das embarcações mais fortes, o que nos prejudicou. Poderíamos ter outro andamento. Conseguir mais uma medalha de bronze contra embarcações muito fortes, como a Eslováquia campeã do Mundo, mostra que estamos no lote dos principais barcos mundiais".
O K4 500 luso, estabilizado com Helena Rodrigues, Teresa Portela, Joana Vasconcelos e Beatriz Gomes, não falha uma final internacional desde 2007 e hoje somou mais um pódio ao seu currículo.
"Foi uma prova muito disputada, com vento de frente, que não nos favorece. Mas fizemos boa prova, terminando em terceiro lugar", congratulou-se Helena Rodrigues.
O quarteto já pensa em Londres'2012, em que o objetivo é manter a sequência de finais e, se possível, surpreender.
"Qualquer pessoa com os nossos resultados e desempenho espera estar na final e aí tentar um bom resultado. Sabemos que há muitos países com nível muito elevado e por isso vamos fazer o nosso trabalho. Vamos fazer o melhor, mas muitas estão a lutar também para isso", resumiu a professora universitária Beatriz Gomes.