Pesca desportiva: Achigã ''anima'' Alqueva

Cerca de meia centena de equipas portuguesas e espanholas participam, este fim-de-semana, na mais conceituada prova de pesca embarcada ao achigã, que promete animar as águas da nova albufeira de Alqueva.

A prova, denominada "Clássico da Revista Achigã", é organizada pela Associação Portuguesa de Pesca ao Achigã e Defesa da Natureza (APPA), com o apoio da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA).

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Em comunicado, a APPA explica que a competição, naquela que será a maior albufeira da Europa, vai ser disputada em duas "mangas", marcadas para sábado e domingo. "Cada equipa, formada por dois elementos, vai lutar por conseguir apanhar um limite diário de cinco peixes", refere a entidade organizadora, acrescentando que os únicos iscos autorizados serão os artificiais.

De acordo com o regulamento, os participantes também só poderão manter nos viveiros dos barcos os exemplares "com medida superior a 27 centímetros", ou seja, sete centímetros acima da média prevista na legislação portuguesa.

Todos os peixes pescados serão, ainda, devolvidos às águas da albufeira, após a pesagem e "uma breve pose para a fotografia", em respeito pelo lema - "pescar e libertar" - promovido pela APPA, entidade que congrega mais de 1500 sócios.

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Preocupação social

"A realização desta prova enquadra-se no esforço da APPA de sensibilizar e alertar as autoridades competentes para as suas obrigações sociais de zelar pelos recursos nacionais", refere a organização. Segundo a associação de pesca, cabe às autoridades impedir "as atrocidades cometidas diariamente nas águas interiores" portuguesas.

"Em especial, na albufeira de Alqueva que, devido à sua fase de enchimento, se encontra fragilizada no que respeita aos mecanismos de auto-defesa dos organismos vivos ainda em fase de adaptação", realça o comunicado. A prova de pesca do próximo fim-de-semana, acrescentam os organizadores, marca o início da colaboração entre a APPA e a EDIA para "tornar a albufeira de Alqueva num exemplo de fonte de riqueza natural com projecção internacional".

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"Para que, num futuro próximo, o peixe não desapareça das barragens portuguesas é necessário que as entidades oficiais reforcem a fiscalização, criem uma verdadeira politica de gestão sustentada das massas de água e procedam a repovoamentos regulares", alerta ainda a entidade.

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