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O presidente da Federação Portuguesa de Remo (FPR) revelou esta quinta-feira que o organismo foi alvo de um arresto de bens, por parte de uma empresa ligada ao Europeu de Remo'2010, mas que o mesmo não impede o "seu normal funcionamento".
"Houve um pequeno arresto de bens, de uma empresa lesada do Campeonato da Europa de 2010 em Montemor-o-Velho, mas nada que impeça a federação de fazer o seu trabalho", afirmou Rascão Marques à agência Lusa.
Segundo o dirigente, existe uma dívida à FPR que ainda não foi liquidada por parte do Estado português e da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, e por consequência, o organismo tem uma dívida com quatro empresas ligadas ao Europeu que se disputou em setembro de 2010.
"Estamos a ser vítimas de não termos liquidado as dívidas, mas também estão a dever ainda à federação. Da parte da Secretaria de Estado do Desporto e Juventude temos a promessa que tudo estará resolvido em maio. Com a mudança de governo e orçamentos e planos de atividades compreendemos o atraso", explicou Rascão Marques.
No entanto, quanto à dívida da autarquia de Montemor-o-Novo à FPR, Rascão Marques considera que um ano e meio "é tempo suficiente" para o pagamento do que é devido, adiantando que o departamento jurídico da federação está em contacto com a Câmara para chegar finalmente a um entendimento.
"Quero o problema resolvido. Quero que paguem o que me devem. Acho que um ano e meio é suficiente. Agora se a Câmara não chegar a acordo, estamos a estudar a hipótese de atuar judicialmente", adiantou.
O dirigente frisou ainda que a FPR não tem "qualquer dívida às finanças, nem à segurança social", garantindo que está "tranquilo", assim como a direção da federação e funcionários.
"Não é por nossa causa que existe este problema, mas sim por aqueles que ainda não cumpriram os compromissos assumidos connosco", desabafou.