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O grande mestre do xadrez, Bobby Fischer, faleceu hoje, aos 64 anos, num hospital em Reiquejavique. A causa da morte ainda não é conhecida.
O norte-americano, filho de pai judeu/alemão e mãe americana (naturalizado islandês), pediu refúgio político à Islândia em 2005 onde vivia actualmente, após ter sido acusado de traição pelo seu país natal.
Fischer tornou-se famoso em todo o mundo em 1972 quando, em plena guerra fria, venceu o soviético Boris Spassky na Islândia, tornando-se o primeiro e único campeão mundial de xadrez norte-americano da história.
Na altura ele quis desistir do “match” pouco depois do seu inicio, mas Kissinger, antigo chefe da diplomacia dos EUA, pressionou-o: “O Bobby Fisher representa o bem contra o mal e tem de vencer pela liberdade e pelo prestígio da América”.
Na altura recusou todas as honras e proveitos financeiros e desapareceu do mundo do xadrez durante 20 anos. Em 1992 aceitou conceder a desforra a Spassky e voltou a derrotá-lo na ex-Jugoslávia. Desde aí não mais pode regressar mais aos EUA, acusado de traição, tendo sido detido em Julho de 2005 no aeroporto de Tóquio com o pedido de extradição para os EUA onde incorria numa pena de 10 anos de prisão.
Em 2005 pediu exílio à Islândia, onde viveu até a morte ter agora batido à porta.