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A surfista portuguesa de ondas gigantes Joana Andrade disse esta terça-feira que sonha bater o recorde mundial feminino detido pela brasileira Maya Gabeira, obtido na Praia do Norte, na Nazaré, admitindo superar Rodrigo Koxa.
"Vou tentar bater o recorde da Maya Gabeira na Nazaré. Faz parte dos meus objetivos. E, se tiver oportunidade, vou tentar ultrapassar o recorde do Rodrigo Koxa. Por que não?", disse à Lusa Joana Andrade à margem de um evento em Lisboa, considerando que é tudo uma questão de "estar no sítio certo à hora certa".
Mas se o objetivo da campeã nacional de esperanças em 1997, ano em que ficou em quarto lugar no Europeu, era para o imediato, enquanto ainda decorre a época de ondas gigantes na Nazaré [até final de março], o azar bateu-lhe à porta, lesionou-se, e a tentativa terá de ficar para a próxima temporada, entre 01 de outubro e 31 de março de 2020.
"Parti o pé em três sítios há duas semanas, pelo que talvez só consiga surfar novamente na Nazaré num dia mesmo grande em 2020", revelou Joana Andrade, que entre 2001 e 2010 se dedicou exclusivamente à competição, tendo depois iniciado uma nova etapa na sua carreira, enveredando pelo surf de ondas grandes.
A surfista, nomeada para os prémios XXL de ondas gigantes de 2015, graças a uma bomba apanhada no Praia do Norte, e que reside há muitos anos na Ericeira, é a protagonista do documentário "BIG vs. small", da realizadora finlandesa Minna Dufton, que foi hoje apresentado na residência da embaixadora da Finlândia em Portugal, Tarja Laitiainen.
"A Joana Andrade é a estrela do meu documentário. Interessei-me pela história dela assim que ouvi falar nela, uma mulher de metro e meio que surfa ondas enormes. Numa altura em que já andava atrás de mais informação sobre o mar e sobre as ondas gigantes", sublinhou Minna Dufton, considerando que a aproximação à surfista portuguesa lhe permitiu perceber o que é surfar uma onda grande.
Dufton realçou que o documentário serve para "destacar o papel das mulheres no mundo das ondas grandes e inspirar outras mulheres a perseguirem este sonho".
"A Joana surfa ondas grandes e eu conto grandes histórias. Somos duas mulheres pequenas a fazer coisas grandes", assinalou a documentarista, que já assegurou a distribuição da obra junto do Discovery Channel nórdico, mas que quer alcançar o máximo de público em todo o mundo.
Por seu turno, Tarja Laitiainen destacou que este projeto "une os dois países" e vai promover Portugal entre os finlandeses, mantendo a tendência de crescimento dos últimos anos - em 2017, foram mais de 100 mil os finlandeses que viajaram para Portugal, com a Madeira e o Algarve no topo das preferências, segundo estatísticas oficiais finlandesas.
"Na Finlândia não temos ondas grandes. Só no Mar Báltico e quando está tempestade e quase não há luz. Por isso, não temos tantos surfistas como Portugal. Eu nunca surfei, mas sei que há muitos finlandeses que amam este desporto e que viajam atrás das ondas", salientou a embaixadora.
No âmbito deste projeto, Joana Andrade esteve na Finlândia, onde treinou apneia com a recordista mundial Johanna Nordblad, que detém o recorde de mergulho de seis minutos, a 50 metros sob o gelo.
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