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Yolanda Hopkins apurou-se, este domingo, para os quartos-de-final do Haleiwa Challenger, seguindo viva na luta pelo sonho da qualificação para o circuito mundial de surf de 2022. A surfista algarvia é já a única portuguesa em prova no Havai, depois da eliminação de Teresa Bonvalot já durante a madrugada, e parte para o dia final em Haleiwa a praticamente dois heats de carimbar a qualificação.
Foi já depois do final da prova masculina, que foi vencida por John John Florence, que as mulheres entraram na água, perante condições exigentes. As ondas grandes e pesadas são algo que favorecem o surf de Yolanda e a campeã nacional de 2019 fez questão de prová-lo, aplicando o seu surf power de forma destemida e comprometida.
A competir num difícil heat 2 onde tinha pela frente a número 2 e número 3 do ranking das Challenger Series, Yolanda, atualmente no 20.º posto, não olhou a nomes e partiu para um triunfo convincente. Hopkins começou forte, com uma onda de 6,27 pontos, à qual juntou logo outra de 5,90, terminando a bateria com um total de 12,17 pontos.
Yolanda venceu as adversárias diretas, deixando a havaiana Gabriela Bryan, que já está qualificada, no 2.º posto, enquanto pelo caminho ficou a norte-americana Caitlin Simmers, que também já está qualificada, e ainda a havaiana Brianna Cope. Um desfecho que colocou a surfista portuguesa entre as 16 melhores da prova havaiana.
Já ao início da madrugada foi a vez de Teresa Bonvalot entrar em ação, também ela a sonhar com a qualificação. Contudo, apesar de bastante ativa, Teresa não conseguiu ter uma escolha de ondas perfeita e acabou por ser eliminada no 3.º posto da bateria. A surfista de Cascais ainda terminou a disputa à frente da brasileira e vice-campeã mundial Tatiana Weston-Webb, mas os seus 9,60 pontos foram superados pelos 11,40 da havaiana Savanna Stone e pelos 14,66 da australiana Molly Picklum.
Nas contas da qualificação registo apenas para uma baixa entre as surfistas dentro do cut, a da jovem norte-americana Sawyer Lindbald, o que, com três vagas ainda em aberto, ajuda as contas de Yolanda Hopkins. No entanto, há ainda muitas candidatas à qualificação em jogo, que elevaram já a fasquia do cut, como foi o caso de Picklum, Luana Coelho, Alyssa Spencer, Macy Callaghan ou Bettylou Sakura Johnson.
Com as contas cada vez mais apertadas prevê-se um dia final de muita emoção em Haleiwa, ao contrário do que aconteceu no lado masculino, com o dobro das vagas em jogo e onde não houve praticamente mexidas no ranking. Para Yolanda as contas não são difíceis, embora o requisito seja elevado. A surfista portuguesa tem de chegar à final e tentar um dos lugares mais altos do pódio, esperando ainda pela conjugação de resultados de surfistas terceiras.
Na próxima fase, Yolanda Hopkins vai estar na primeira bateria e logo com um teste de fogo pela frente, uma vez que vai enfrentar duas adversárias diretas na qualificação. A francesa Vahine Fierro, que está dentro do cut no 6.º posto, e a norte-americana Alyssa Spencer, número 8, são as grandes rivais da portuguesa, que ainda terá pela frente a havaiana Pua Desoto, que não entra nas contas da qualificação. A passagem às meias-finais na companhia de Desoto seria o cenário ideal para as contas as esperanças lusas.
O dia final em Haleiwa deverá acontecer esta segunda-feira e Yolanda vai estar em ação logo que o campeonato retomar. A chamada está marcada para as 7H30 locais, ou seja, 17H30 em Portugal Continental. Em jogo está a possibilidade de a surfista algarvia fazer história, ao ser a primeira surfista portuguesa a apurar-se para o circuito mundial feminino. Caso isso aconteça, junta-se a Frederico Morais na elite mundial de 2022.
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