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É um dos tenistas mais velhos no Indoor Oeiras Open, já andou na alta-roda da modalidade, tendo figurado na 39.ª posição mundial, agora é 262.º, mas fala do ténis com a mesma paixão com que dá dores de cabeça aos adversários que o defrontam no court. Assim é Mikhail Kukushkin, nascido em Volvograd, na Rússia, mas a representar as cores do Cazaquistão desde 2008, pela segunda semana, no Jamor, onde passou, de novo, o qualifying para garantir lugar no quadro principal.
“Sinto-me muito bem. Na passada semana, cheguei aos quartos de final, depois de ter começado no qualifying e agora qualifiquei-me para o quadro principal pela segunda semana consecutiva. Sinto-me bem aqui, em Oeiras”, resumiu o tenista de voz serena e cãs espalhadas pela cabeça, após levar a melhor sobre o compatriota Denis Yevseyev na ronda decisiva do qualifying, com 6-4 e 6-1, e passar pelo restaurante dos jogadores com a mulher e a prole que já passeia com uma raqueta do seu tamanho.
Com os contemporâneos Novak Djokovic e Stanislas Wawrinka “como exemplo de que tudo é possível”, Kukushkin vai medir forças no quadro principal com o prodígio espanhol Martin Landaluce (149.º e terceiro pré-designado), de 20 anos. “Treinei muito na pré-epoca com o objetivo de entrar bem em 2026 e ganhar muitos encontros. Cheguei às meias-finais [Nottingham], final [Glasgow] e aqui aos quartos. Era muito importante para sentir o ritmo das vitórias. Mas estou ansioso por melhores resultados”, salientou o veterano.
Defende que “não há magia”, apenas muito trabalho. “Mais do que anteriormente é necessário conhecer o corpo, conhecer-me a mim mesmo para estar preparado para os torneios. Ajuda a experiência, mas não é fácil quando se tem 38 anos e se compete com jovens atléticos, por isso trabalho muito”, explicou com simplicidade.
“Ajuda estar com a família, porque viajar semana após semana sozinho e longe da família não é fácil. Queremos passar tempo juntos. Quando há oportunidade de semanas como estas, nas quais conseguimos viajar juntos é incrível e ajuda a jogar bem”, acrescenta o cazaque, sem data para a reforma. “Adoro competir, adoro ténis, ainda consigo jogar melhor do que o ranking indica. Adoro a sensação de competir”, reforça o jogador que conta no currículo com 17 títulos internacionais da carreira, um deles no ATP de São Petersburgo e 14 no circuito challenger.
Mesmo ciente de que está em corrida contra o tempo no ténis, Mikhail Kukushkin, que contrariou os cânones quando teve a mulher por treinadora, garante ter marcos a registar no currículo. “Ainda tenho sonhos, acredito que todos os jogadores os têm, e ainda tenho alguns objetivos que ainda não consegui alcançar. Neste momento da minha carreira, percebo que é extremamente difícil alcançá-los, mas jogar mais vezes no circuito ATP, nos Grand Slam… São motivos pelos quais ainda jogo”, reconhece, “orgulhoso de muitas coisas” que fez, sobretudo “as boas vitórias na Taça Davis”.
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