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Simona Halep vai processar a empresa fabricante dos suplementos, alegando que foi a responsável pela sua suspensão de quatro anos por ter acusado positivo num controlo antidoping.
A antiga número 1 do mundo pede à empresa canadiana Quantum Nutrition quase 10 milhões de euros de indeminização, acusando-a de negligência, por alegar que o suplemento era legal. No entanto, o fundador da empresa, em declarações a meios de comunicação, negou qualquer ligação à suspensão e ainda disse que estavam a ser transformados num "bode expiatório".
Recorde-se que, em 2022, a bicampeã de torneios de Grand Slam testou positivo no Open dos Estados Unidos a um medicamento utilizado por pessoas com anemia (roxadustat). Esta substância é proibida pela Agência Mundial Antidopagem, devido ao facto de aumentar a produção de glóbulos vermelhos, que, por sua vez, aumentam a capacidade de resistência.
A romena, de 32 anos, já recorreu da decisão no Tribunal Arbitral do Desporto. Contudo, se a suspensão até 2026 se mantiver, a jogadora já anunciou que se irá retirar da modalidade.
Por Beatriz Euzébio