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Nuno Borges derrotou o brasileiro Felipe Meligeni Alves em três sets com os parciais de 6(5)-7, 7-6 (3) e 6-2 na segunda ronda do qualifying para o quadro principal de Roland-Garros.
"Eu não estava assustado com a situação. Aguentei-me bem de cabeça e, apesar dos nervos, apenas no terceiro set é que não me senti tão nervoso. Acho que consegui gerir bem, manter-me positivo. Acreditei que podia dar a volta ao jogo. Mais uma vez não entrei muito bem e vai ter de ser algo que vou ter de ir à procura no próximo encontro, para entrar melhor. Não assustou, se tivesse perdido não era o fim do mundo. Se bem que eu queria muito ganhar e também foi graças a isso que consegui dar a volta", começou por dizer o tenista português.
"Senti que houve muitas flutuações na direcção do jogo. Parece que algumas vezes, um ou dois pontos muda tudo. E a terra batida dá ainda mais margem para esse tipo de coisas. Facilmente se consegue estar bem num ponto e estar mal no seguinte. O primeiro set foi mesmo exemplo disso. Eu entrei menos bem. Ele, a jogar bem. Eu senti que a meio do primeiro set comecei a dar a volta. Até meio do tie-break, aliás senti-me por cima, mas depois fiquei talvez um pouco mais nervoso e deixei fugir esse set. Mas acho que tive mérito em jogar o segundo set", acrescentou.
Segundo set conquistado fez a diferença
"Eu sabia que ainda tinha muito para dar, para sair de lá com a vitória. De certa maneira eu cresci com esse segundo set conquistado. Ele desacreditou um bocadinho e eu aproveitei. Não é algo que eu faço muito, mas tiro partido disso."
Apoio nas bancadas
"Eles olham para mim e veem um bocadinho em baixo, e puxam por mim. É dessa maneira que eu uso o público a meu favor. Porque nos momentos bons, quase não preciso de ajuda. Mas sem dúvida que a presença deles ajuda sempre, nos bons ou nos maus momentos. A mim surpreendeu-me ter muitos portugueses. Vejo umas bandeiras portuguesas e é sempre óptimo poder contar com os portugueses".
Adversário na próxima ronda
"Estou entusiasmado. Conheço o meu adversário, mas nunca joguei contra ele. Mas sei que é muito bom jogador, já foi número do mundo nos juniores e sei que tem vindo a jogar muito bem. Mais uma vez vou ter de dar o meu melhor. E se calhar jogar ainda melhor do que hoje para poder ganhar amanhã".
Jogo mais importante é sempre o próximo
"O jogo mais importante era sempre o primeiro. E assim que ganhei o primeiro, o mais importante era o segundo. E amanhã será novamente o jogo mais importante. Tento dar a prioridade máxima ao jogo em que vou entrar. Estou a aproveitar, estou num Grand Slam. Melhor não podia ser".
Confiança dada pela vitória
"É aproveitar essa confiança que dá a vitória. É sempre bom. Pouco importa como se ganha. Dá sempre uma alegria ao nosso jogo. Mas tentar abstrair-me disto tudo com outras coisas e aproveitar o tempo fora de campo para não me desgastar mais. O jogo é sempre muito exigente e preciso estar bem mentalmente para conseguir estar no meu melhor e dar o meu melhor no próximo jogo", concluiu.