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Alexander Zverev voltou a apontar o dedo à forma como o ténis profissional está estruturado. Em entrevista ao 'Nothing Major Podcast', o número três do ranking mundial lamentou a exigência do calendário ATP, que considera insustentável para os jogadores. "Gostava de gerir melhor o esforço, focar-me nos Grand Slams e jogar menos, mas é impossível. Temos oito Masters 1000 obrigatórios, quatro ATP 500 e os quatro Slams. São 16 semanas, fora Monte Carlo, Finals, Taça Davis... No total, mais de 20 torneios por ano, muitos deles com duas semanas de duração", criticou.
O tenista alemão, de 28 anos, confessou que o ritmo não permite recuperar fisicamente nem preparar bem cada torneio: "É inconcebível que um jogador acabe a época a 25 de novembro e recomece a 27 de dezembro. Assim não há tempo para descansar, treinar ou recuperar", apontou.
Zverev deixou ainda uma crítica direta à forma como se joga atualmente: "Hoje todos jogam igual. Todos jogam muito à base da força, não há variedade. Só o Alcaraz é diferente", referiu.
O número três do mundo lamentou ainda a baixa qualidade das bolas pós-pandemia, que, segundo ele, mudou bastante o jogo.
Sobre a sua época, Zverev foi direto e conciso: "Foi um ano terrível. Depois da final perdida na Austrália, perdi a motivação. Fui jogar para a Argentina sem cabeça, tive um 'burnout', deixei de me divertir", acrescentou.
O alemão, ainda assim, acredita numa recuperação: "Ficar fora de alguns torneios ajudou. Estou pronto para dar o meu melhor no US Open", terminou.
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