_

Rita Borges e Teresa Quartin só querem aprender no Troféu Princesa Sofia: «Estamos à espera de nos surpreender»

Rita Borges e Teresa Quartin vão participar no Troféu Princesa Sofia
• Foto: Instagram quartinborges

Rita Borges e Teresa Quartin aceitaram o desafio de competir em 49er FX por quererem continuar a velejar juntas, e encaram a estreia na classe no Troféu Princesa Sofia como uma oportunidade para aprender.

"Estamos à espera de nos surpreender. A nossa expectativa é mesmo de aprender, tirar o máximo de informação", reconhece Rita Borges, antes de a mais nova das velejadoras acrescentar que as duas querem andar com as melhores do mundo em Palma de Maiorca e "ver as diferenças", algo que diz ser "super-importante".

PUB

As jovens contam a sua história a duas vozes, num diálogo que se complementa, fruto de uma relação profissional e de amizade que desenvolveram nos últimos "três, quatro anos" e que não queriam perder.

"Nós fazíamos 420 e também estávamos a fazer universidade e, na altura, pensámos 'pronto, 420 é uma forma de nos mantermos a fazer desporto'. Nós gostamos muito de fazer vela. Daí a fazer [vela] profissional era um grande passo, não era algo que tivéssemos pensado", admite Teresa Quartin.

Até Teresa entrar em Engenharia Aeroespacial no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, o mesmo curso da sua parceira, as duas estavam a levar a competição "um bocadinho mais a sério".

PUB

"Queríamos andar bem. Depois, quando ela entrou para a universidade, decidimos continuar a fazer mais por fazer, não queríamos parar. Tivemos uma reunião com a federação e dissemos que queríamos continuar a fazer vela", relata Rita Borges.

Nessa reunião, foi-lhes sugerido "fazer o FX", o que "era uma realidade que parecia muito afastada", mas acabou por ser uma "ótima oportunidade" nas palavras de Quartin.

Agora, as velejadoras que o presidente da Federação Portuguesa de Vela (FPV), António Barros, descreve como "ótimas estudantes", fazem o melhor para conciliar este desafio com o curso.

PUB

"Nós não costumamos ir a muitas aulas. Vamos, assim, às aulas mais importantes, quando temos tempo. Mas é difícil de ir às aulas", reconhece Quartin à agência Lusa, confessando estar "tristíssima" por esta semana não poder ir assistir à disciplina de Termodinâmica.

Embora traga consigo matéria para estudar "por descargo de consciência", Rita Borges admite que "dificilmente" tem cabeça para o fazer enquanto está a competir.

"Estou no terceiro ano e, agora neste semestre, é muito à base de projetos. Então no domingo, que era dia de descanso, estive à tarde a ver com uns colegas meus umas coisas ainda. Os meus próprios colegas também me acabam por ajudar bastante", salienta à Lusa.

PUB

As duas sentem que os professores ainda estão "um bocado afastados" da sua realidade de estudante-atleta, ainda que, como lembra Rita, tenham "acesso a duas épocas a mais do que alguém que não tenha nenhum estatuto".

Com dois percursos para conciliar, ambas escolhem a prudência quando falam sobre objetivos de futuro.

"Os sonhos sempre foram uma coisa difícil de definir, pelo menos para mim", diz Teresa, antes de Rita prosseguir: "Acho que o caminho se faz caminhando, há que moldar a nossa perspetiva à medida que as coisas vão acontecendo".

PUB

"Temos de definir objetivos a curto, médio e longo prazo, mas têm de ser sempre adaptados à nossa realidade. Nós, de momento, temos o nosso objetivo, como é uma coisa ainda muito 'criança', que é ter o estatuto de esperança olímpica. Se tudo correr bem -- havemos de conseguir --, há de nos dar mais financiamento, o que é uma ajuda enorme, porque este desporto não é propriamente acessível", completou.

Ainda assim, Quartin confessa que o "grande objetivo seria ir aos Jogos Olímpicos de 2028".

"Começámos um ano mais tarde, mas achamos que é possível", concluiu.

PUB

AMG // JP

Por Lusa
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Vela Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB